Todos já conhecem o poder exercido pelos dados na comunicação de hoje e seu potencial para transformar informações em oportunidades estratégicas efetivas. Ainda assim, há um momento em que é preciso se ater a análises que vão muito além da frieza e sensibilidade dos números, por melhor que sejam as métricas nos dias de hoje. Este raciocínio pode ser elevado à enésima potência quando se observa com a lupa um target extremamente complexo e diferente de todas as gerações que já foram estudados pelas áreas de marketing e propaganda: os millennials.

Para tentar realçar perguntas e debates que possam trazer mais do que o apontamento dos estudos sobre comportamento de consumo, nada melhor que falar com profissionais que lidam diariamente com ações e estratégias para engajar este público. Este é o caso do Bruno Bernardo, sócio-diretor executivo de planejamento da Peppery, agência que, entre outras contas, cuida de Giraffas, uma marca que tem por características dialogar de uma maneira inteligente e interessante com os millennials. Confira o papo:

O que millennials esperam das marcas?

Muitas vezes separamos as expectativas dos millennials sobre pessoas, marca e mundo. A verdade é que essa geração tem uma expectativa em relação à vida e não divide tudo em caixinhas como nós geralmente fazemos. A transparência é quesito básico e são pessoas que não aceitam julgamentos por opções e que apesar de serem ansiosos por natureza tem uma preocupação grande com o futuro do planeta.

Como eles costumam construir a sua relação e a sua interação com as empresas?

A isca geralmente é feita com conteúdo, sem interrupções. Além disso, a relevância é a chave para o começo da relação. Estamos sempre brigando pela atenção das pessoas e para nos tornarmos relevantes. Para isso, antes de qualquer coisa, é necessária muita agilidade. O tempo de resposta é crucial para o sucesso, como fazemos com Giraffas e outras marcas que atendemos na Peppery.

Quais são as características que esse público mais aprecia?

Transparência e diálogo são fundamentais. Mas nada daria certo se não tivéssemos um profundo entendimento da proposta da marca, além da expertise em mapear os concorrentes chave para esses tipos de ações e uma rápida análise de riscos de possíveis tréplicas. Com tudo isso feito e uma sinergia entre cliente e agência praticamente excluímos riscos. E, claro, estabelecemos um diálogo sincero e cada vez mais próximo do público. 

A nova geração customiza mais e é menos conservadora em relação às marcas.

Quais são as diferenças entre os consumidores millennials e a geração anterior?      

A principal diferença é o poder de questionar que é inerente aos millennials. Eles já nascem com o “software” diferente, evoluído e buscam seus direitos. A busca pelo conhecimento sempre esteve enraizada no ser humano, mas os millennials não são facilmente convencidos. Precisam ser lidos e ouvidos pelo anunciante que o conhece muito bem e acrescenta algo relevante a sua vida e propõe discursos que contribuem para sua rotina e o mundo atual.

De que maneira esses novos consumidores estão mudando a comunicação?

Antigamente, a comunicação era baseada no start e hoje é via monitoramento. Não faz mais sentido colocar um filme no ar e deixá-lo ir com a maré. Além de perigoso, isso é pobre no sentido de não utilizar todos os feedbacks que os consumidores dão por natureza. A nova geração customiza mais e é menos conservadora em relação às marcas.

O que é preciso fazer para entender como a nova geração se conecta com as marcas?

Leitura – O Primeiro passo é entender se não há rejeição. Se não há rejeição existe uma grande possibilidade de conexão.

Mapeamento dos seus interesses/territórios – Vocês estão nos mesmos lugares? Frequentam as mesmas “festas”? 

Conhecimento – As pessoas sabem quem você é, o que faz e principalmente porque você faz?

Identificação – Vocês compartilham dos mesmos valores? Ele sente que é sobre ele também? 

Conexão – Há um diálogo? Ele compartilha suas mensagens?

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