A chamada Geração Z está cada vez mais ligada no mundo da tecnologia e dos games. O IBOPE Repucom realizou uma pesquisa que comprova que os fãs de eSports investem no futuro dos games e, ainda tratam de aplicações em fundos de investimentos, e em ações na bolsa.

O estudo contou com a parceria da grande empresa majoritária, a BBL, especializada no universo dos games. Na pesquisa, é possível ver que 13% dos fãs aplicam em fundos de investimentos, ou em ações; 10% investem em planos de previdência privada; e 4% dos fãs dos eSports possuem outros serviços bancários, como cartões, contas corrente, entre outros. A pesquisa foi realizada pela internet, e os entrevistados são do mundo todo, concluindo que, a título de comparação, os gamers investem mais do que a população brasileira.

Em conversa com a coordenadora de comunicação da BBL, Paula Pinter, pode-se entender que o crescimento na área dos games ja é perceptível, porém, o Brasil ainda está atrás de países como EUA e Coréia do Sul, mas em questão de dois ou três anos será possível ver essa drástica mudança, acompanhar o potencial e muitos investimentos movimentaram este mercado, diz ela.

Recentemente, ainda como comparação, o IBOPE Repucom e a BBL divulgaram que os fãs de eSports usam, em média, 8% mais os cartões de créditos do que o resto da população. O estudo demonstrou que 84% dos brasileiros conectados utilizaram cartões de crédito nos últimos 12 meses. Já entre os fãs de eSports, o número sobe para 91%.

A Paula Pinter fala ainda sobre a importância do investimento no mundo dos games, e se era possível ter um bom desenvolvimento sem muitos investimentos. “O importante é sempre investir, por menor que seja a quantia e ter paciência. Desenvolvendo esse costume e aprendendo sobre os diversos tipos de investimentos, é possível fazer o dinheiro render bastante ao longo do tempo”, conclui a coordenadora de comunicação.

Em relação ao consumo dentro dos próprios jogos, mais de 85% dos jogadores confessam gastar alguma quantia monetária dentro dos jogos, os quais tem mais afinidade. A fim de que possam melhorar suas habilidades, seus recursos, ou possuir qualquer outro tipo de vantagem dentro do game.

“É fato que muitos dos fãs de eSports são ainda muito jovens, porém, cerca de 41% tem em média de 18 a 29 anos. Sendo assim, a renda acima da média torna-se algo adequado para as ofertas e adesões de serviços bancários e de investimentos para a comunidade”, explica José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom.

Para explicar mais sobre os investimentos no mundo dos games, entrevistado da vez foi o gamer Felipe “Falk” Magosso Poveda, Streamer desde 2011 e Youtuber desde 2012, que também é investidor neste ramo. Falk explica que no começo, o importante foi entender o mercado, guardar dinheiro e começar a investir. “É um mercado bem novo mas com um potencial imenso!”, disse ele. O gamer ainda enfatiza o estudo da área para começar, além de muita paciência, já que todos estão tentando construir um mercado melhor para todos os usuários.

É promissor o potencial dos jogadores e fãs dos esportes eletrônicos. Esse público já tem afinidade com aplicações financeiras e utiliza mais serviços bancários que a população brasileira, além de consumir produtos dentro dos games de preferência. “Esses dados deixarão o mercado ainda mais atraente para as marcas”, afirma Leo De Biase, co-fundador da BBL.

Além disso, esse público torna-se influência para outros compradores de eletrônicos. São mais de 20% desses ‘especialistas’ sendo consultados sobre dúvidas e indicações de compras sobre produtos eletrônicos, para familiares ou pessoas próximas. A estimativa é de que a cada 10 fãs de eSports, sete são consultados em relação a algum assunto sobre marcas e modelos.

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