A indústria de jogos explodiu nos últimos anos, com vários deles se tornando uma verdadeira febre. O Fortnite é um desses exemplos, e vem conquistando centenas de milhões de usuários no mundo todo. Ao mesmo tempo, jogos clássicos, como Call of Duty e os novos RPGs da CD PROJEKT RED – The Witcher 3 e Cyberpunk 2077 – continuam a atrair tanto os novos jogadores quanto os fanáticos.
A crescente popularidade dos jogos foi impulsionada por uma democratização do setor com a redução de barreiras tecnológicas e de custo. A rede 5G entra como uma facilitadora para levar os games do tipo “click-and-go” a um outro patamar, impactando a indústria de algumas maneiras.
No início deste ano, a Google divulgou informações sobre um serviço de streaming sob demanda chamado Google Stadia. Apelidado como a “Netflix dos Jogos”, o Stadia foi projetado para atender às necessidades de uma população que está cada vez mais acostumada a consumir mídia direto da fonte.
A rede 5G e seu potencial para oferecer velocidades de até impressionantes 50 Gbps ajudarão a alimentar plataformas como a do Stadia. Como é de conhecimento de qualquer jogador on-line, o lag – ou a defasagem entre a pressão de um botão do console e a ação na tela – pode ser a diferença entre uma noite divertida entre amigos jogando algum Battle Royale on-line ou uma noite problemática “esmagando” todos os botões do console.
A rede 5G e a última geração de serviços de banda larga ultrarrápida podem reduzir a probabilidade dos jogadores se depararem com pausas que prejudicam o sentimento de imersão, tornando o Stadia um conceito viável para os jogadores, que estejam jogando em casa ou em outro lugar.
O lag é um dos diversos problemas que os jogadores com conexões de internet deficientes enfrentam diariamente. Os jogadores on-line provavelmente estão familiarizados com as ideias de alta latência, pings e jitter, que podem conspirar para acabar com a experiência do jogo.
Grande parte da cobertura em torno da rede 5G se concentrou em atingir velocidades superiores, quando, na verdade, o foco deve ser a oferta de conexões mais confiáveis que auxiliam na erradicação da alta latência.
Uma vantagem adicional da baixa latência é que os desenvolvedores podem começar a desonerar parte da carga de trabalho computacional de um dispositivo e permitir que fontes remotas suportem parte do processamento. Isso significa que dispositivos com baterias menores e capacidade térmica limitada, como os smartphones, podem ter jogos mais pesados sem sobrecarregarem.
A redução da latência também é vital para ativar as aplicações de Realidade Virtual (VR) e Realidade Aumentada (AR). A ascensão de fones de ouvido independentes e acessíveis, combinada com redes móveis que podem conectar usuários sem lags, está melhorando cada vez mais a viabilidade dessa área de jogos. Considerando a importância da imersão do jogador envolvida com VR e AR, a necessidade de eliminar as interrupções no jogo é da máxima importância e a rede 5G pode fazer isso.
Por Andre Mattos, diretor comercial da área de Mobile Connectivity Solutions da Thales no Brasil
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