O mundo dos influencers parece o mais perfeito e inquebrável da internet. Porém, mesmo com a fama de queridinhos das redes sociais, esses profissionais também passam por “momentos de crise”.

Foi divulgada recentemente uma nota no CanalTech que afirma a queda drástica de engajamento de marcas via influencers. Para não ficar de fora do assunto, o Adnews contatou a GMD, agência digital que cria estratégias, desenvolve conteúdo, produz vídeos, analisa todos os resultados de acordo com as necessidades de cada cliente e desenvolve campanhas completas para marcas, para tirar algumas dúvidas a respeito desse momento “crítico”. Confira abaixo entrevista com Lucas Patrício, CEO e cofundador da GMD:

Foi divulgada uma nota recentemente sobre a perda de engajamento dos influencers nas redes sociais. Em sua opinião, qual o maior motivo para tal situação resultado?

A mudança constante nos algoritmos e guias das ferramentas é natural. Seja para corrigir abusos de usuários ou se adequar a novas diretrizes de mercado e interesses comerciais. Apesar dessas ferramentas se beneficiarem – e precisarem – da presença dos influenciadores, elas são desenhadas com vários outros objetivos em mente. Engajamento é uma das métricas que podem ser usadas para avaliar o desempenho de comunicações, mas tem sido cada vez mais comum as empresas responsáveis pelas redes focarem as ferramentas para entrega de alcance e conversão.

Qual a melhor estratégia para não sofrer com essa falta de engajamento nas redes sociais?


Estar alinhado com as políticas de uso das redes e não depender totalmente delas. A construção de influência por meio de conteúdo pode ajudar a superar mudanças de algoritmo e até de mercado. A influenciadora Thaynara OG, por exemplo, se popularizou no Snapchat. Quando o Facebook lançou o concorrente Instagram Stories e rapidamente superou o concorrente no Brasil, ela levou seu conteúdo e audiência para a então nova ferramenta. Da mesma forma, influenciadores que usam seus conteúdos para atrair oportunidades com marcas encontram formas alternativas de remuneração e até exposição quando participam de campanhas publicitárias em outras mídias.

O que forma o engajamento do público nessas redes? Na sua opinião há algo primordial para isso?

Principalmente, autenticidade. O que faz um influenciador ter uma trajetória de sucesso não depende exatamente da ferramenta, mas sim como ela conquista a atenção das pessoas por meio de conteúdos relevantes e interessantes. Não existe fórmula secreta, mas é possível observar que influenciadores que se entendem e se aproveitam de como as pessoas consomem conteúdos nas redes têm maiores chances de ganhar notoriedade.

Você acredita que esse movimento de baixa é situacional, cíclico ou mesmo a tendência é que isso seja revertido?

A mudança faz parte da essência do negócio. O que dita as regras são análises de como as ferramentas podem ser mais relevantes para usuários e para exploração comercial. E os ajustes para que esses objetivos aconteçam podem, como acontece agora, mexer com os padrões estabelecidos.

Como a GMD lida com questões similares? Existe alguma equipe de planejamento de crises ou até de inovação específica para tratar quando o assunto é divulgação via influencers?

O mais importante para a agência não é olhar apenas os números, e sim que tipo de conteúdo e público que esses influenciadores trabalham. É possível trabalhar com influenciadores como mídia e como conteúdo. Ambas possibilidades são importantes e possuem parâmetros muito distintos, ditados pelos objetivos das marcas e campanhas. Quando uma mudança de algoritmo acontece, todos são afetados, por isso, a régua de análise também muda. Estar consciente sobre a constante adequação das ferramentas nos deixa ainda mais confortáveis em analisar mais parâmetros do que apenas os números frios das métricas de cada rede.

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