O software, apelidado de Rekognition, oferece um conjunto extensivo de ferramentas de detecção, análise e reconhecimento de rosto em vídeos e imagens.

“Aumentamos a precisão para detecção de emoções para todas as sete emoções: felicidade, tristeza, raiva, surpresa, nojo, calma, confusão e agora também uma nova emoção: o medo”, disse a empresa em blog. Além disso, a Amazon diz que melhorou a precisão da estimativa de faixa etária do Rekognition, para que os clientes possam ter faixas etárias mais restritas “na maioria dos grupos etários”.

Além do melhoramento em precisão, a ferramenta da Amazon fez novas atualizações aperfeiçoando a análise fácil.  Na semana passada o software passou a detectar todo tipo de conteúdo violento, como ferimentos, sangue, armas, lesões e conteúdo explícito.

Porém com todas essas atualizações vem um questionamento, tal reconhecimento facial servirá para melhorar a vida ou poderá gerar um problema ético?

Embora a precisão na detecção de medo possa ser aproveitada em casos práticos de segurança, ao expor as emoções de uma pessoa por suas características faciais pode gerar ideias errôneas, podendo transformar inocentes em criminosos, sem comentar ainda o potencial de preconceitos raciais e discriminatórios.

A solução de reconhecimento facial da Amazon, movida a inteligência artificial, pode estar constantemente desenvolvendo novos conhecimentos, mas também é alvo de críticas repetidas por identificar erroneamente 28 membros do Congresso Americano como pessoas que foram presas por um crime.

Além disso, o vice-presidente da Amazon informou na semana passada que a Ring, a empresa de vigilância doméstica da Amazon, está treinando a aplicação da lei em diferentes meios para convencer os moradores a compartilhar imagens da câmera com eles sem um mandado.

A possibilidade de tal reconhecimento tem sofrido com posicionamentos adversos, pois da mesma forma que é tratado no filme “O Círculo” estrelado pela atriz Emma Watson e o ator Tom Hanks, a aplicação da lei pode começar a fugir das mãos dos departamentos da polícia e acabar criando o conceito de fazer justiça com as próprias mãos.

No entanto, se o software fizer uma parceria com a polícia para procurar fugitivos, tudo acabaria se tornando uma espécie de “Big Brother” onde todos seriam vigiados por câmeras.

Grupos de defesa dos direitos civis pediram à gigante de tecnologia que pare de vender o Rekognition para a aplicação da lei, mas os investidores da Amazon votaram contra uma proposta para limitar a prática.

A Amazon não confirmou nenhum acerto para os departamentos de polícia para utilizar o software. Mas após o lançamento de sua nova tecnologia, acabou desencadeando reações maciças de defensores dos direitos humanos e de seus próprios funcionários.  Até Brad Smith, presidente da Microsoft, veio a público para falar sobre possível regulamentação e sobre os benefícios do reconhecimento facial em postagem realizada no blog da empresa.

Mesmo que ainda não afirmado seu objetivo, muitos o veem como uma ferramenta para vigilância em massa, no entanto, a Amazon desviou todas as preocupações de que a tecnologia é invasiva à privacidade.

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