Uma investigação da associação mundial de jornais WAN-IFRA realizada em outubro passado com algumas das principais redações na costa leste dos Estados Unidos indica algumas tendências importantes para o novo ano.

As newsletters são um grande destaque: os jornais buscam desenvolver produtos editoriais sofisticados que capturam a atenção dos leitores e aumentam a base de assinantes pagantes.

Empresas tradicionais como o New York Times e o Washington Post e a digital Axios consideram as newsletters como peças fundamentais de seu modelo editorial. As publicações por email são quase sempre gratuitas, mas oferecem opções premium que convencem o usuário a pagar por uma assinatura. A rede de Philadelphia Media Network (PMN) recentemente reduziu a variedade de newsletters para se focalizar em algumas publicações com forte conteúdo local (política, esportes, gastronomia e eventos).

O áudio está em alta nas empresas jornalísticas, superando a realidade virtual, a realidade aumentada e os vídeos. Nas redações de Washington, Nova York e Filadélfia, o fenômeno do áudio é explorado de várias maneiras. Resumos curtos das notícias em áudio e podcasts especializados sobre uma grande variedade de temas atraem a atenção dos consumidores, que estão cada vez mais dependentes de assistentes de voz em seus smartphones e tablets. As pessoas estão mudando seus hábitos de consumo de notícias, optando por serviços de áudio que podem ser solicitados por comandos de voz.

O Washington Post está oferecendo um “smart speaker” Echo Dot da Amazon psts os novos assinantes. Os podcasts do Post têm acesso gratuito e a equipe do jornal está testando modelos para atingir novas audiências – por exemplo, a conexão entre o WaPo e a educação, com professores usando os podcasts do jornal em sala de aula.

Os veículos apostam na personalização. Nas redações a mensagem é a mesma: pensar na audiência em primeiro lugar. O New York Times buscar ser um “smart friend” do leitor, oferecendo recomendações e apresentando resumos personalizados de notícias. As newsletters tem sempre um toque pessoal, mesmo que sua parte principal seja igual para milhões de leitores (WAN-IFRA)

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