Comportamentos de compra alterados após COVID-19: como os fabricantes de bens de consumo podem lucrar com isso

Comportamentos de compra alterados após COVID-19: como os fabricantes de bens de consumo podem lucrar com isso

Durante o curso da pandemia COVID-19, e devido às suas circunstâncias, o comportamento do consumidor mudou drasticamente. E espera-se que muitas dessas mudanças comportamentais perpetuem no futuro. Perguntamos a cinco especialistas que participam do Fórum Mundial de Marketing e estudam a prática global de consumo e varejo, como serão os impactos específicos a nível internacional e como as empresas de bens de consumo podem se preparar para este novo comportamento. 

  1. Como você descobriu que o comportamento do consumidor mudou desde o início de 2020?

Elena Hurtado – CEO, Kotler Impact LATAM Bolívia: Na verdade, tivemos acesso ao estudo Global Touchpoint Study 2021 muito abrangente e representativo, realizado em junho deste ano. A Pesquisa foi realizada com mais de 15.000 participantes  e a pergunta principal era sobre seu comportamento de compra e seus gostos e desgostos ao comprar antes, durante e depois da pandemia de COVID-19. Claro, já estávamos familiarizados com os métodos de precaução do vírus, mas nosso objetivo era reunir o maior número de percepções sobre o comportamento dos consumidores em nível internacional para obter uma base mais clara e global para aconselhar nossos clientes da indústria de bens de consumo.

  1. Quais foram os principais insights deste estudo?

Stefania Pertusi – Vice President, Tetra Pak Italy: Sem surpresa, muitos consumidores entrevistados afirmaram que mudaram seu comportamento de compra desde o início da crise COVID-19. O que é interessante, porém, é que este comportamento aparentemente veio para ficar: em todos os países pesquisados, pelo menos 25% dos consumidores dizem que alteraram seus hábitos de forma permanente e não esperam voltar ao comportamento pré-pandemia. Observamos a mudança de comportamento permanente e mais forte na América Latina (mais de 60% dos entrevistados), onde as compras off-line eram a forma predominante de compra pré-COVID. Por outro lado, os consumidores da Europa Central (por exemplo, na Dinamarca, Alemanha, Holanda, França e Noruega) são mais relutantes em mudar permanentemente seus hábitos de compra, como você pode ver abaixo.

Atribuímos isso à já maior taxa de aceitação de compras online dos países mencionados.

  1. Você está concluindo que as compras online em geral ganharam importância?

Martha Rogers – Co-Founder, Don Peppers USA: Sim, é verdade. Os benefícios das compras online também se aplicam a um mundo pós-pandemia, esperamos que ganhe ainda mais força no futuro. Por exemplo, descobrimos que os consumidores apreciam especialmente a conveniência de usar canais de compras online pela facilidade, o poder da compra a qualquer hora, com uma gama muito maior de produtos disponíveis e que podem ser entregues diretamente em suas casas.

Especialmente as lojas online focadas no varejo de alimentos e bebidas ganharam maior popularidade por atenderem muito bem a essas necessidades dos seus consumidores – embora tenham permanecido abertas durante as fases de restrições da Covid 19. Outra tendência que leva em consideração são os aplicativos de entrega. Em todos os países pesquisados, seu uso está aumentando, com a Noruega (27% dos usuários) e a Colômbia (23%) sendo os primeiros em relação a aplicativos de entrega de alimentos, bem como o Peru (26%), liderando o campo em termos de aplicativos de entrega de bebidas. Eles oferecem aos consumidores o máximo em conveniência e, portanto, se tornarão ainda mais fortes no futuro.

  1. Além dos aplicativos de entrega, quais tipos de loja online os consumidores compram preferencialmente? Eles simplesmente escolhem o canal online de sua loja favorita?

Enrico Foglia – CEO, Kotler Impact Italy: Não, na verdade, é exatamente o oposto, o que leva a modificações interessantes para os fabricantes de bens de consumo. Detectamos com base nos resultados do estudo que, em quase todos os países, as lojas online de marcas estão em ascensão. Exceto para a China (onde as lojas de marca já estavam em alta demanda antes do COVID-19), prevemos um aumento significativo em seu uso futuro com crescimento de dois dígitos. Espera-se que esse crescimento supere até mesmo o crescimento dos varejistas online (que oferecem mais variedade) na maioria dos países.

  1. O que a indústria de bens de consumo deve concluir destes números?

Monica Gomez – Head of Google agencies, Central America Colombia: Em particular, a tendência de um foco mais forte nas lojas de marca é surpreendente; seria de se esperar que os consumidores tendessem a fazer pedidos em aplicativos estabelecidos ou em portais de marcas cruzadas. Mas estes números, os fabricantes de bens de consumo devem se certificar que forneçam aos clientes canais de compras online fáceis de usar. Além do mais, eles precisam investir em medições para manter altas as taxas de conversão. Dessa forma, eles poderão concretizar todo o potencial que os canais de consumo direto oferecem atualmente. As compras online, bem como as experiências omni-channel convenientes continuarão a ser muito importantes no futuro, uma vez que os clientes desejam alternar facilmente entre os canais offline e online sem barreiras (por exemplo, custos de envio). A China, por exemplo, serve muito bem como exemplo para essa tendência: Omni-channel já era mais do que o dobro da forma preferida de fazer compras (48%) em comparação com todos os outros países pesquisados. Consequentemente, uma grande proporção de consumidores não foi forçada a mudar seus hábitos de compras durante a pandemia COVID-19.

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