Hoje pela manhã, policiais invadiram um hotel cinco estrelas de Zurique e detiveram nove dirigentes da FIFA, entidade máxima que rege o futebol mundial. O ex-presidente da CBF José Maria Marin é um dos detidos. Não dá para não relacionar a Federação e seus dirigentes com a maneira como a organização da Copa do Mundo é conduzida.

Por essas e outras, como praticamente tudo na vida, patrocinar grandes eventos traz consigo tanto o bônus como o ônus da iniciativa. No caso de uma Copa do Mundo, a ideia de associar a marca com algum esporte parece muito saudável, além do enorme poder midiático de um megaevento global que mexe como poucos com as emoções e paixões das pessoas.

Por outro lado, quem acompanha as notícias do trade publicitário sabe o quanto, por exemplo, os patrocinadores estavam apreensivos com os protestos prometidos para o Mundial que aconteceu no ano passado, no Brasil. No Qatar, a situação é bem diferente, mas não menos embaraçosa para as empresas que estão associando a sua imagem a Copa do Mundo de 2022.

Acontece que há muitas denúncias no país asiático sobre as condições precárias e abusivas de trabalho dos operários trabalhando nos estádios e instalações que estão sendo construídas para o evento. Seguindo essa linha, e com o intuito de impactar o resto do mundo sobre a situação, um grupo de designers resolveu se unir e redesenhar as marcas dos grandes patrocinadores do maior campeonato de seleções do planeta.

As imagens foram publicadas pelo site The Roosevelts, que não deu mais informações sobre o objetivo do projeto, e se de fato é uma crítica direta ao apoio das marcas a uma Copa do Mundo que está sendo organizada nestas condições, ou se a ideia é chamar a atenção dos patrocinadores, para que eles exijam melhores condições de trabalho para os operários envolvidos no projeto Qatar 2022.

Confira os logos e a criatividade dos designers:

Com informações do Design Taxi e do site The Roosevelts