Desde o fim de 2013, as marcas têm reclamado da diminuição do alcance dos posts no Facebook. Muitas reclamam que só conseguem alcançar uma boa quantidade de usuários pagando. Uma notícia divulgada pelo site Valleywag promete agitar ainda mais a discussão. Uma fonte ouvida pelo veículo diz que o alcance orgânico das fanpages corporativas no Facebook será reduzido para números pífios que deverão girar entre 2% e 1%.

O "processo" citado pela tal fonte diz que marcas como a Nike, por exemplo, que possuem mais de 16 milhões de likes, só irão alcançar o news feed de 160 mil deles.

O número é alarmante, mas talvez não seja tão absurdo assim. Por alguns motivos. Um deles é que o Facebook não é uma ONG, é uma empresa aberta e precisa faturar para agradar os investidores. Ou seja, tudo que eles puderem fazer para promover mais compra de anúncios, farão.

Outro motivo é que muitos administradores de páginas não se atentaram que a concorrência, bem como o número de usuários na rede de Mark Zuckerberg, aumenta. Se você não conseguir engajar seus fãs, a tendência é que o alcance de seus posts caia ainda mais.

Tanto é verdade que um porta-voz da rede disse ao site CNET que a queda se dá exatamente pela "competitividade". Há mais empresas brigando pelos fãs.

Mas algo é preocupante. Mesmo que o Facebook diga que uma marca não é obrigada a pagar anúncios e que uma boa gestão de fanpage gera resultados satisfatórios organicamente, se a previsão da fonte do Valleywag se confirmar, toda empresa presente na rede social de Zuckerberg terá de pagar para alcançar os fãs. Ou seja, aquele papo sobre engajar organicamente irá por água abaixo (aqui).

Se abrir a carteira for mais importante que engajar, o que irá diferenciar o Facebook de outros meios para publicidade digital mais invasivos?

Procurada pelo Adnews, representantes da rede no Brasil ainda não responderam os pedidos de contato.

Por Leonardo Araujo

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