O Facebook não concorda com as conclusões do australiano Derek Muller, criador do canal no YouTube Veritasium, que publicou um vídeo na última segunda-feira (10) argumentando que a promoção paga de uma página na rede social poderia resultar em milhares de cliques inúteis, sem engajamento algum (veja aqui).

Em contato com o Adnews, Camila Fusco, gerente de Comunicação do Facebook Brasil, relata que o australiano cita um exemplo antigo e que a realidade de hoje é diferente. "Houve uma cruzada pra limpar esse tipo de conta falsa", diz Camila em relação aos perfis fakes que são pagos por click farms para darem likes em fanpages.

A gerente relata como a maior rede social do mundo está lutando para eliminar o que ainda resta de perfil falso e mal intencionado da rede. Uma conta falsa, diz Camila, não possui um ecossistema de amigos sólidos. Além disso, eles dificilmente utilizam o sistema de mensagens do Facebook. "É muito difícil que uma pessoa real nunca mande mensagem para ninguém", diz. Todos estes fatores contribuem para a identificação e eliminação dos fakes.

Mas Derek também fez outro teste — este mais recente — criando uma página intitulada "Virtual Cat". Na descrição, ele dizia que quem curtisse a fanpage seria “idiota”. Ele pagou ao Facebook para promover a página. O resultado: conseguiu mais de 200 fãs. A explicação para isso, segundo Camila, é que as pessoas realmente gostaram da página. O motivo? A foto do gato. "Tem muita gente que realmente curte porque achou a foto bonita e não para pra ler [a descrição]", explica a gerente.

Mas quando entrou no perfil destas pessoas, o australiano afirmou que elas curtiam várias coisas, o que seria um comportamento suspeito, típico de um perfil fake de uma click farm. Segundo Camila, as "pessoas têm vários tipos de interesses", por isso a quantidade de likes não significa que elas necessariamente sejam fakes.

Mas o rapaz também argumenta no vídeo que os fãs da “Virtual Cat” não se engajaram com a única postagem da página, na qual Derek explicava que a fanpage era um experimento. Para Camila, isto tem mais relação com o próprio conteúdo do que com um suposto grupo de fãs fakes. "O engajamento vai depender da qualidade do conteúdo produzido", afirma.

Então, se os anúncios no Facebook funcionam, qual a melhor maneira de engajar o internauta? A chave é o conteúdo. Segundo Camila, a partir do momento que você tem a página de uma marca, é preciso criar um ponto de vista para ela. “Nada de postar a torto e a direito, é preciso seguir uma estratégia”, diz a gerente.

Para Camila, a página tem que refletir qual é o ponto de vista da marca. "Este talvez seja o principal ponto de partida pra criação de conteúdos engajadores", finaliza.

Em suma, curtidas falsas não ajudam o Facebook como negócio e alcançar resultados reais não seria possível com fake likes.

Por Leonardo Araujo

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