Geralmente a imensa maioria das marcas procura fugir de temas polêmicos, com exceção de uma ou outra, que se alimenta de assuntos controversos e é esse o combustível de seu “diferencial competitivo”.

Entretanto, curiosamente, dezenas de empresas resolveram sair de cima do muro da acomodação e se arriscar nas redes sociais para se manifestar sobre os protestos que tomaram as ruas do país.  

Alguns podem classificar as ações como oportunistas, outros vão dizer que essas marcas se conectaram com o público de uma maneira corajosa.

A cafeteria paulistana Coffee Lab, em Pinheiros, anunciou no Facebook que o preço do seu café expresso passaria a valer R$ 0,20 na segunda-feira (17), justamente a diferença relacionada ao aumento das tarifas de ônibus.  

A fabricante de brinquedos Grow publicou em sua página no Facebook, uma imagem de seu jogo Quest, e a pergunta é: Em que ano os brasileiros foram às ruas num protesto que começou com a elevação da tarifa de ônibus e que culminou em uma série de outras manifestações?

Já o Grupo Trigo, que cuida da marca Spoleto, postou um comunicado dizendo que não vai falar da marca num momento tão importante do país, onde assuntos muito mais relevantes estão sendo discutidos.

O post da rede de hotéis Accor no Facebook apenas manifestou apoio aos protestos.

Sem contar algumas empresas, que durante os protestos fecharam as suas portas, mas anunciaram que liberariam o Wi-Fi para dar apoio as manifestações virtuais. Segundo uma matéria publicada pelo IG, a agência de propaganda e marketing digital Insight Gráfico chegou a imprimir até 10 cartazes de graça aos manifestantes, pedindo em troca uma “curtida” em sua página no Facebook.

Redação Adnews