Após virar peça de teatro, o estudo “Os medos que pairam sobre nós” está disponível na íntegra na Plataforma Gente a partir desta quinta-feira, 20 de dezembro. Realizado pela FCB Brasil em parceria com o Coletivo Tsuru e Quantas, o estudo mostra quais são os novos medos que as redes sociais e o modo de vida urbano-digital fizeram aflorar entre a sociedade. Além de elencar os maiores e menores medos que o brasileiro sente. O estudo também serviu como base para o roteiro da peça “Kansas”, lançada em maio de 2018.

Junto com o estudo, a Plataforma Gente também publica um artigo de Nelson Kuniyoshi, da área de Planejamento da FCB Brasil, sobre o tema. “Você coloca uma fita adesiva cobrindo a câmera do seu computador? Fica exasperado ao ser inundado por notícias diárias sobre aquecimento global, corrupção, misoginia, intolerância, negação da ciência, surgimento das corporações-estado? Tem a desconfortável sensação de que todo mundo leva uma vida maravilhosa – viajando para lugares incríveis, indo nos melhores restaurantes – menos você? Se sua resposta for positiva para pelo menos uma das perguntas acima, então você é mais um do crescente número de pessoas que sofrem com os medos contemporâneos”, destaca um trecho do artigo.

O estudo indica que 95% das pessoas sofrem em algum nível com o medo urbano digital. Os medos de sempre foram intensificados e os novos são frutos dessa vida urbano-digital. Nesse, existem três principais blocos que suportam as sensações e expressões dos atuais medos: Screen society, Info Cosmos e Jelly Structure. 

Screen Society (Sociedade do Espetáculo): É o julgamento dos outros, o medo de ser o que é, de falhar na frente dos outros. É o fato de ter que parecer perfeito o tempo todo, ter a obrigação de mostrar um lado positivo sempre e a forma como tudo que se faz é amplificado.

Info Cosmos (Era do Acesso): O medo é gerado pela angústia do excesso de possibilidades e desconhecimento. É o ato de não enxergar o que é realmente importante, viver atarefado e com medo de algo que nem sequer pode mesmo existir. 

Jelly Structure (Queda das Instituições): É a sensação de incerteza e a falta de uma referência concreta que cause identificação ou oposição. É o medo de perder um referencial, ser responsável por tudo, ser manipulado o tempo inteiro, não ter nada para acreditar e se ver sem saída. 

A metodologia qualitativa da pesquisa contou com reunião de temas e de repertório coletivo sobre o medo, abordagens nas ruas de São Paulo com 50 pessoas, questionários online com cerca de 240 respostas e um grupo de discussão com oito criativos de diferentes áreas para construir e materializar as diferentes expressões do medo. A quantitativa contou com 2.088 entrevistas online com pessoas das classes ABC, com 13 ou anos ou mais.

Outros dados do estudo “Os medos que pairam sobre nós”:

Respostas por região (base: 2.088 entrevistas online)

Norte/Centro-Oeste – 323 respostas

Nordeste – 557 respostas

Sul – 308 respostas

Sudeste – 900 respostas

Região Metropolitana – 498 respostas

Interior – 1.590 respostas

Respostas por idade (base: 2.088 entrevistas online)

13 a 17 anos – 253 respostas

18 a 24 anos – 395 respostas

25 a 34 anos – 464 respostas

35 a 44 anos – 380 respostas

45 a 54 anos – 344 respostas

55 ou mais – 252 respostas

 

Top 10 dos medos (base: 2.088 entrevistas online)

 

Assalto (90%)

Decepcionar as pessoas que ama (88%)

Injustiça (87%)

Tortura (84%)

Afogamento (84%)

Violência física (84%)

Guerra (83%)

Sequestro (82%)

Bichos (82%)

Ser enganado (82%) 

Bottom 10 dos medos (base: 2.088 entrevistas online)

Avião (54%)

Julgamento dos outros (54%)

Discriminação/racismo (53%)

Falar o que você pensa (52%)

Morte de filho (51%)

Doença de filho (50%)

Velhice (49%)

Mudar de carreira (48%)

Escuro (45%)

Polícia (40%) 

“Os medos que pairam sobre nós” faz parte da plataforma GENTE, uma nova ferramenta da Globosat de curadoria de dados sobre o comportamento do consumidor brasileiro e que tem como missão levar informação atual por meio de estudos baseados nas pessoas e nas pautas contemporâneas da sociedade. O objetivo principal é dividir os conteúdos, que podem virar insights e, consequentemente, ideias que vão construir estratégias mais assertivas. A plataforma é aberta a todos.

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