O consumidor pensa cada vez mais com a lógica do aplicativo

Artigo de Olivier Goulon, Diretor da Vizury para América Latina e Estados Unidos

Que as pessoas estão cada vez mais conectadas não é novidade. De acordo com a Pesquisa de Mídia Brasileira 2015, os brasileiros já passam mais tempo na internet do que assistindo TV e grande parte dessa conectividade vem de dispositivos móveis, como smartphones e tablets. O estudo Digital, Social & Mobile 2015 aponta que há 276 milhões de conexões mobile no Brasil – são mais dispositivos conectados à internet que a população do país, apesar de apenas 54% dos brasileiros serem usuários ativos na rede, o que demonstra a importância do mercado móvel.

O mesmo estudo aponta que os brasileiros com conexão móvel passam em média quase quatro horas por dia conectados, enquanto 22% usaram o celular para buscar algum produto e 15% efetuaram a compra pelo dispositivo no mês anterior à pesquisa, demonstrando um enorme potencial de crescimento. Mas o que isso significa para empresas e para profissionais do marketing? É preciso sair do pensamento tradicional e, assim como os consumidores, usar a lógica do aplicativo: mobilidade, facilidade, agilidade e integração.

A presença no mundo mobile deve ser planejada e bem executada. O usuário não tem paciência e não costuma perdoar erros, por isso ele deve ter facilidade de encontrar o que procura e se identificar com o conteúdo oferecido, além de ficar satisfeito com os serviços prestados ou ofertas encontradas durante suas atividades mobile. Não basta apenas redirecionar anúncios ou criar um aplicativo ou site mobile, é preciso personalizar as ofertas e experiências para o usuário, pois maior que o crescimento do uso de aplicativos, são os aplicativos esquecidos ou deletados por usuários descontentes.

O Brasil está à frente de outros mercados no hábito de comprar usando dispositivos móveis. Segundo um estudo do instituto de pesquisa Ipsos e da PayPal, 34% dos participantes disseram ter pago por uma compra online com o celular ou tablet nos 12 meses anteriores e que isso se deve ao apego aos aplicativos, por características como conveniência e rapidez, enquanto a média dos outros países estudados foi 33%. Facilitar a trajetória de compra online com ofertas que podem ser acessadas novamente ou compras que podem ser continuadas em diferentes dispositivos e canais é essencial nesse contexto.

As compras online por smartphones ou tablets totalizaram R$ 15,1 bilhões em 2014 de acordo com a pesquisa da Ipsos e Paypal, e espera-se que cresça mais rapidamente que o comércio eletrônico como um todo nos próximos anos. Cabe às empresas se adequarem e usarem as ferramentas disponíveis, como aplicativos próprios, retargeting app to app, compra em 1-click, mídia programática, conteúdo personalizado e experiências mobile para atrair e fidelizar o consumidor nessa nova fase de consumo online.

Artigo de Olivier Goulon, Diretor da Vizury para América Latina e Estados Unidos

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