4 ações que mostram o poder de pensar diferente nas empresas

Iniciativas de diferentes organizações revelam como a criatividade pode fortalecer a cultura, engajar colaboradores e abrir novos caminhos para resultados

Adnews

08.01.2026

4 ações que mostram o poder de pensar diferente nas empresas

De acordo com um levantamento da Deloitte, empresas com disposição para assumir riscos criativos têm 33% mais probabilidade de apresentar crescimento de receita no longo prazo. Mais do que uma habilidade individual, a criatividade no ambiente corporativo se consolida como um fator coletivo, capaz de gerar soluções mais humanas e transformadoras.

Nesse contexto, organizações e líderes são convidados a avaliar como vêm criando espaços para novas ideias, seja por meio de projetos sociais, programas internos, dinâmicas de inovação ou ações que conectam colaboradores a diferentes públicos e desafios.

A seguir, exemplos de iniciativas que mostram como empresas estão tirando ideias criativas do papel:

  1. Investimento em projetos sociais

Ao investir em projetos sociais, empresas têm encontrado uma forma concreta de estimular a criatividade, fortalecer a cultura interna e gerar impacto nos territórios onde atuam. Nesse cenário, o Atados, maior rede de engajamento social do Brasil, conecta organizações interessadas em voluntariado corporativo a iniciativas culturais e comunitárias que promovem experiências criativas fora do ambiente de trabalho.

Além de ampliar repertórios e estimular novas conexões, esse tipo de ação gera outros efeitos, como renda local, visibilidade para talentos do território e fortalecimento de redes comunitárias. “Quando uma empresa investe em cultura e voluntariado, ela não só transforma o território, mas também se transforma no processo. A criatividade nasce do encontro com novas realidades”, afirma Daniel Morais.

  1. Inovação com propósito e tecnologia criativa

Criado pela arquiteta Marcia Monteiro e pelo designer de interiores Daniel Alves, o Arquiteto de Bolso nasceu em um trailer itinerante em São Paulo e se tornou referência ao unir tecnologia e metodologia própria para transformar ambientes de forma ágil e personalizada.

Com consultorias de 90 minutos, imagens em 2D e 3D e guias de produtos, a empresa já transformou mais de 100 mil ambientes. Um acervo de mais de 2 milhões de imagens permitiu mapear 30 estilos brasileiros e desenvolver o Meu Decorado, decorado digital hiper-realista que valoriza imóveis e apoia vendas de construtoras e imobiliárias.

“Entendi que queria usar meu trabalho para gerar impacto real. O trailer foi o primeiro passo: colocamos o escritório na rua para ouvir dores verdadeiras e transformar o acesso ao serviço. Criatividade, para nós, não é estética: é criar modelos que façam sentido e resolvam problemas concretos”, afirma Marcia Monteiro, CEO e cofundadora.

Já Daniel Alves, COO, CSO e cofundador, destaca: “Unir método e tecnologia permitiu compreender as pessoas de um jeito que o mercado não conseguia, dando escala ao negócio, acelerando decisões e ampliando o acesso ao design de interiores”.

  1. Criatividade aplicada à experiência dos colaboradores

A DEA Design, agência brasileira que atua com branding, comunicação e espaços, mostra como a criatividade pode ir além da estética e se tornar uma ferramenta estratégica para transformar dinâmicas internas e comportamentos organizacionais.

A abordagem da agência, que já impactou mais de 50 mil colaboradores, parte do princípio de que cada ambiente deve refletir a essência da marca e a cultura das equipes que o ocupam. Em alguns projetos, isso se traduziu na integração de obras de artistas de diferentes regiões do Brasil, estimulando repertório e criatividade entre times de tecnologia.

Em outros casos, a diversidade cultural brasileira foi o ponto de partida para transformar andares inteiros de escritórios em experiências visuais conectadas aos valores e às unidades de negócio. Elementos interativos, referências urbanas como grafite e lambe-lambe, além de paletas de cores vibrantes, ajudaram a criar ambientes mais próximos da linguagem das pessoas.

“Independentemente do conceito, o objetivo é sempre o mesmo: usar criatividade e design para impactar comportamentos, fortalecer a cultura e tornar o ambiente de trabalho mais vivo, significativo e, principalmente, conectado com as pessoas”, afirma Ana Paula Nemoto.

  1. Campanhas que conectam cultura e estratégia

A GINGA, agência independente com 23 anos de atuação, tem se destacado pelo desenvolvimento de campanhas que combinam narrativas culturais, comportamento e tecnologia para criar conexões consistentes entre marcas e público.

A agência aposta em metodologias colaborativas, cocriação com comunidades e leitura contínua de tendências para desenvolver soluções que vão além do marketing tradicional. Entre os clientes estão marcas como Friboi, Kopenhagen e Mercado Livre.

“Acreditamos que pensar diferente começa por entender as pessoas e o mundo ao redor delas. Nossas campanhas buscam unir estratégia e cultura para gerar resultados que façam sentido hoje e sustentem as marcas no futuro”, afirma Pedro Del Priore.

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