A IBM quer construir o impossível
Quando falamos que a tecnologia está ficando cada vez menor e mais poderosa, pode parecer apenas uma expressão. Mas a IBM resolveu levar isso ao pé da letra
08.07.2026

A empresa anunciou que está trabalhando em uma nova geração de processadores com componentes menores que 1 nanômetro, uma escala tão pequena que é difícil até de imaginar. Para ter uma ideia, um fio de cabelo humano tem cerca de 80 mil a 100 mil nanômetros de espessura. Ou seja, estamos falando de estruturas milhares de vezes menores do que um simples fio de cabelo. Mas por que isso é tão importante?
Nos chips, quanto menores forem os componentes internos, chamados de transistores, mais deles cabem dentro do mesmo espaço. Isso significa que os processadores conseguem realizar mais cálculos por segundo, consumindo menos energia e gerando menos calor.
Na prática, essa evolução pode resultar em celulares com baterias que duram mais, computadores muito mais rápidos e sistemas de inteligência artificial capazes de processar informações com muito mais eficiência. Chegar abaixo da marca de 1 nanômetro também representa um enorme desafio de engenharia. Nessa escala, os cientistas precisam lidar até com efeitos da física quântica, que começam a interferir no funcionamento dos componentes eletrônicos.
Por isso, desenvolver essa tecnologia exige novos materiais e métodos de fabricação completamente diferentes dos atuais Empresas como IBM, TSMC, Intel e Samsung disputam quem conseguirá produzir processadores cada vez menores, mais rápidos e mais eficientes. Essa competição influencia praticamente tudo o que usamos hoje: smartphones, computadores, carros, data centers e até sistemas de inteligência artificial.
Especialistas acreditam que avanços como esse serão fundamentais para suportar a próxima geração de aplicações de IA, computação em nuvem e dispositivos conectados. Afinal, quanto mais inteligência colocamos nos equipamentos, maior também é a necessidade de processamento. Em outras palavras, o futuro da tecnologia não depende apenas de softwares mais inteligentes. Ele também passa por chips cada vez menores e incrivelmente mais poderosos. Há alguns anos, ter um chip menor que 1 nanômetro parecia ficção científica. Hoje já é um projeto real. O que mostra que, na tecnologia, a distância entre "isso nunca vai acontecer" e "já está sendo desenvolvido" costuma ser bem menor do que a gente imagina. Aliás, menor até que 1 nanômetro.
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