Abap lança Código de Conduta para inscrições em premiações
Documento estabelece regras para garantir transparência e evitar fraudes em festivais de publicidade
22.09.2025

Quase três meses após a crise envolvendo a DM9 no Cannes Lions — quando a organização cassou prêmios da agência por manipulação de informações e a própria devolveu outros troféus —, a Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap) apresentou um novo Código de Conduta para inscrições em premiações.
O objetivo é ampliar a transparência, assegurar a veracidade das peças e coibir a criação de campanhas exclusivamente voltadas para disputar prêmios. O documento foi elaborado com a participação de líderes de agências, anunciantes e entidades do setor de comunicação.
Regras principais
Entre as determinações, toda inscrição deve ter a anuência formal do anunciante envolvido. Os líderes das agências, como CEOs e COOs, passam a ser corresponsáveis pelo cumprimento das normas éticas.
As campanhas inscritas precisam representar trabalhos comerciais reais, desenvolvidos em contextos legítimos, com informações “precisas, verificáveis e devidamente datadas”. Além disso, a veiculação deve ser legítima, não podendo ser simulada ou realizada apenas para validar inscrições.
A Abap também recomenda que cada agência crie uma política interna de aprovação ou um comitê dedicado ao cumprimento das regras.
Condutas proibidas
O código lista práticas que passam a ser vedadas:
Inscrição de peças não aprovadas, não veiculadas ou especulativas (ghost ads);
Manipulação de dados de performance ou audiência;
Declarações enganosas sobre participação de talentos, clientes ou parceiros;
Criação de campanhas apenas para gerar cases de premiação;
Plágio ou apropriação de ideias de terceiros;
Violação de direitos autorais ou de propriedade intelectual;
Desrespeito às regras específicas de cada festival;
Falsificação de aprovação de clientes;
Uso indevido de marcas sem autorização;
Apresentação de trabalhos não aprovados como se fossem oficiais.
Segundo a Abap, o código busca reforçar a responsabilidade ética das agências e anunciantes e preservar a credibilidade da publicidade brasileira nos festivais internacionais.
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