Agências independentes ganham espaço no Brasil com autonomia, escala local e recomposição de capital
Movimentos como a saída da CDN do grupo Omnicom e o avanço de agências locais no ranking do Cenp mostram como operações independentes disputam espaço com holdings multinacionais em meio a orçamentos de marketing estabilizados
03.08.2026

As agências de publicidade e relações públicas independentes vêm fortalecendo sua proposta de valor no mercado brasileiro baseadas em agilidade de tomada de decisão, proximidade no atendimento e autonomia de gestão. Embora as holdings globais ainda concentrem grandes redes corporativas, o equilíbrio no quesito escala, investimento e especialização tem mudado.
Um exemplo recente de recomposição de capital nacional ocorreu no mês passado, quando a CDN anunciou o término de sua parceria de dez anos com o grupo norte-americano Omnicom. A operação voltou ao controle de acionistas brasileiros, contando também com a entrada da agência Nova na sociedade para aumentar a flexibilidade operacional.
Paralelamente, grupos nacionais continuam expandindo suas estruturas. Em 2025, a B&Partners adquiriu a fatia do fundo Evolution Partners na agência Ampfy, mantendo seus sócios-executivos e integrando a empresa a uma rede que contava, na ocasião, com 18 empresas, 1.350 colaboradores e 280 clientes.
Desempenho no Ranking do Cenp
O avanço de agências de capital fechado e independente reflete-se na alocação de investimentos de mídia no país. No ranking consolidado de 2025 do Cenp (Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário), marcas independentes conquistaram posições de destaque entre as 20 maiores do país:
Galeria.ag: 3º lugar;
Artplan: 7º lugar;
We: 18º lugar.
Cenário de Orçamentos de Marketing Estáveis
Apesar da busca por diferenciação, o mercado global impõe contenção de custos a agências de todos os portes. De acordo com levantamento recente do Gartner com executivos de marketing (CMOs) da América do Norte e Europa:
Orçamentos: As verbas dedicadas ao marketing mantiveram-se estáveis, variando de 7,7% da receita das empresas em 2025 para 7,8% em 2026;
Pressão por Custos: Em 2025, 39% dos CMOs entrevistados indicaram planos de cortar investimentos em agências, revisando contratos e eliminando parcerias de baixo rendimento.
INBOX
Aprenda algo novo todos os dias.
Assine gratuitamente as newsletters da Adnews.