Agro brasileiro acelera digitalização e deve chegar a 1,8 milhão de máquinas até 2030
Estudo aponta expansão da frota agrícola e avanço de sistemas de gestão que reduzem custos e aumentam a eficiência no campo
17.11.2025

O agronegócio brasileiro mantém o ritmo acelerado de digitalização e expansão de maquinário. Um estudo da Boschi Inteligência de Mercado projeta que o país alcance 1,8 milhão de máquinas agrícolas em operação até 2030. Entre os produtores entrevistados, 55% afirmam que pretendem adquirir novos equipamentos nos próximos dois anos.
O cenário indica um avanço relevante frente às 1,65 milhão de unidades em circulação hoje. A comparação com o último Censo Agropecuário do IBGE, que registrou 1,2 milhão de tratores e máquinas agrícolas em 2017, mostra a evolução contínua do setor.
“O uso de máquinas no campo cresce a cada ano, exigindo uma gestão cada vez mais eficiente delas”, afirma Paulo Raymundi, CEO da Gestran. Segundo ele, propriedades que lidam com dezenas de máquinas enfrentam desafios diários como manutenção, abastecimento, documentação e uso sustentável dos equipamentos. Sem controle adequado, diz, surgem prejuízos como aumento de combustível, manutenção corretiva, paradas inesperadas e queda na produtividade.
Estudos de mercado mostram que sistemas de gestão podem reduzir em até 30% os custos operacionais de uma frota agrícola. É nesse contexto que soluções como o Sistema de Gestão de Frotas da Gestran ganham espaço ao substituir controles manuais por processos automatizados.
Entre os recursos, o checklist eletrônico identifica falhas antes que se tornem problemas caros, reunindo dados de cada máquina em uma única plataforma. “É um aplicativo intuitivo que funciona tanto online quanto offline, permitindo que os colaboradores preencham o checklist no momento certo, garantindo precisão nas informações da frota”, explica Raymundi.
O módulo de manutenção registra todo o histórico dos equipamentos, gera ordens de serviço e controla o estoque de peças. Isso permite planejar reparos, prever trocas e comparar custos de forma antecipada, reduzindo riscos de paradas em períodos críticos como plantio e colheita.
Outro destaque é o controle de combustível, um dos principais custos das grandes fazendas. O sistema registra e valida cada abastecimento, permitindo monitoramento detalhado do consumo e integração com tanques internos ou abastecimento comboio. “Essa análise pode representar economias significativas”, afirma o executivo.
A plataforma também reúne documentação de máquinas, colaboradores e rotinas da empresa, centralizando tarefas e pendências.
“A tecnologia deixou de ser um luxo e passou a ser uma necessidade no campo. Em um ambiente cada vez mais competitivo, gerir o uso de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores com inteligência é o que separa as fazendas mais lucrativas das que ainda dependem do improviso. E é justamente essa transformação — silenciosa, digital e estratégica — que vem redesenhando o futuro da gestão agrícola no Brasil”, conclui Raymundi.
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