Ambiente imersivo em tamanho real é a nova aposta do mercado imobiliário para apresentar imóveis
Inspirado em instalações museográficas, o recém-lançado cubOH!, da Habitare, utiliza projeções audiovisuais para que o consumidor caminhe pela planta e sinta as proporções do futuro lar antes mesmo do início das obras
31.08.2026

Historicamente, o mercado imobiliário sempre recorreu a plantas baixas, maquetes físicas e renders digitais para exibir projetos que ainda não saíram do papel. Agora, a Habitare — incorporadora fluminense focada em smart living e wellness — usa o avanço tecnológico para inaugurar uma nova dinâmica: no lugar de apenas visualizar imagens, o cliente ganha a chance de experimentar e sentir os espaços do empreendimento muito antes da construção.
Foi a partir dessa ideia que a empresa desenvolveu o cubOH! (Centro Unificado de Bem-Estar e Oportunidades Habitare), uma experiência imersiva em escala real que utiliza recursos audiovisuais, inspirados em grandes instalações museográficas e exposições de arte, para transportar o consumidor para dentro do empreendimento.
A iniciativa acompanha uma transformação no comportamento de consumo. Segundo o estudo global State of the Connected Customer, da Salesforce, 80% dos consumidores consideram que a experiência oferecida por uma marca é tão importante quanto seus produtos e serviços. Esse movimento é acompanhado pelo avanço do experiential marketing: pesquisas da Harvard Business Review indicam que empresas que investem em experiências sensoriais e imersivas conseguem aumentar o lifetime value de seus clientes e a fidelidade à marca, pois a conexão emocional criada através da vivência reduz drasticamente a barreira da desconfiança na jornada de compra.
Para a Habitare, principalmente em empreendimentos de maior valor agregado, a tecnologia pode ajudar a transformar a compreensão do projeto em uma experiência concreta. “O Desafio é fazer o cliente entender como um prédio que ainda não existe vai funcionar na vida dele. Onde ele vai circular, como os ambientes se relacionam, o que ele vai enxergar da janela, como vai receber alguém. É essa distância entre ver a imagem e compreender o espaço que queremos diminuir”, afirma Roberto Coutinho, CEO e fundador da Habitare.
Da museografia para a engenharia de precisão
Para desenvolver o cubOH!, a Habitare buscou referências fora da própria indústria, aproximando-se da tecnologia utilizada em experiências imersivas de ponta. A tecnologia, desenvolvida com o mesmo rigor técnico aplicado em exposições sensoriais globais, integra projeção mapeada em paredes e pisos para simular o comportamento da luz, a acústica e a atmosfera de um projeto que ainda não foi erguido.
A iniciativa reflete uma visão mais ampla da incorporadora sobre o papel da inovação. Para a Habitare, a tecnologia deixa de ser um "diferencial de marketing" e passa a funcionar como uma ferramenta para aprimorar a experiência humana. É a mesma lógica que orienta os projetos de smart living da empresa, onde arquitetura, sustentabilidade e bem-estar são pensados a partir da rotina do futuro morador.
“Não queremos tecnologia pela tecnologia. Queremos utilizá-la para tornar aquilo que projetamos mais compreensível, próximo e tangível. No final do dia, nós não vendemos metros quadrados. Nós projetamos a vida que vai acontecer dentro deles”, conclui o CEO.
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