Atvos e NetZero lançam projeto de biochar em Goiás
Fábrica na cidade de Caçu terá capacidade para 6,5 mil toneladas e promete sequestrar 12 mil toneladas de CO₂ por ano
24.09.2025

investimento estimado é de R$ 30 milhões e a unidade, instalada na Unidade Rio Claro da Atvos, terá capacidade produtiva superior a 6,5 mil toneladas do insumo, obtido a partir de resíduos da cana-de-açúcar.
A obra está prevista para começar ainda em 2025, sujeita a aprovação dos órgãos competentes, e as operações devem iniciar no fim de 2026. A nova unidade deve gerar cerca de 150 empregos diretos e indiretos. O projeto contará com a tecnologia NetZero One, usada para produção e certificação do biochar. A startup já atua em Minas Gerais e Espírito Santo e recentemente venceu o XPRIZE Carbon Removal, prêmio da Fundação Musk.
“Construir uma fábrica de biochar fortalece o compromisso da Atvos em se tornar referência nas agendas de mudanças climáticas, pois além de melhorar a absorção de fertilizantes, o insumo tem potencial para sequestrar mais de 12 mil toneladas de dióxido de carbono da atmosfera por ano”, afirma Bruno Serapião, CEO da Atvos.
O projeto conta com o apoio do governo de Goiás, que destaca o estado como destino seguro e estratégico para investimentos em inovação e agronegócio. “Goiás se consolidou como um ambiente estável e confiável, atraindo negócios e gerando empregos de qualidade”, comenta Ronaldo Caiado, governador.
Segundo Pedro de Figueiredo, co-fundador da NetZero, a parceria consolida o biochar como solução escalável de descarbonização e agricultura regenerativa no Brasil. “Ao unir nossa tecnologia premiada à expertise industrial da Atvos, estamos criando um modelo que alia competitividade, sustentabilidade e inovação de ponta. Este projeto tem potencial de se tornar referência mundial em agricultura de baixo carbono”, afirma.
O biochar é produzido por pirólise de biomassas residuais como bagaço e palha da cana, em circuito fechado, gerando energia residual renovável. Aplicado ao solo, retém água e nutrientes, aumenta a produtividade agrícola e sequestra carbono de forma definitiva, contribuindo para cadeias agrícolas mais sustentáveis e a geração de créditos de carbono valorizados internacionalmente.
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