Automação impulsiona avanço das portarias remotas e serviços autônomos em condomínios
Crescimento de 25% no modelo no Brasil acompanha expansão global do self-service no varejo, que pode movimentar US$ 64 bilhões até 2030
03.02.2026

A expansão dos serviços autônomos em condomínios consolida-se como um dos movimentos mais relevantes dos mercados imobiliário e de segurança eletrônica no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), as portarias remotas devem encerrar 2025 com crescimento estimado de 25,3%, impulsionadas pelo avanço tecnológico e pela busca por eficiência operacional. Condomínios que adotam esse modelo relatam redução de custos operacionais de até 60%.
A tendência acompanha o avanço global do modelo self-service no varejo. De acordo com a Fortune Business Insights, a automação no setor deve movimentar mais de US$ 64 bilhões até 2030, reforçando a consolidação de soluções autônomas como parte estrutural de diferentes segmentos da economia.
No Brasil, o potencial de expansão é ampliado pelo volume do mercado imobiliário. Levantamento do Instituto Nacional de Condomínios e Apoio aos Condôminos (INCC) aponta a existência de mais de 520 mil condomínios no país, o que evidencia a relevância econômica e estratégica da adoção de modelos baseados em automação, monitoramento contínuo e serviços sem presença física permanente.
Nos últimos anos, soluções como portarias sem porteiro, minimercados autônomos, lavanderias self-service e sistemas inteligentes de controle de acesso passaram a integrar a rotina de diversos empreendimentos residenciais e comerciais. A adoção dessas tecnologias reflete a busca por maior praticidade para os moradores, eficiência na gestão condominial e redução de despesas operacionais.
Para Lucas Cinelli, CEO e cofundador da Octos, plataforma SaaS de inteligência artificial em nuvem voltada ao setor de segurança eletrônica, a expansão dos serviços autônomos redefine o papel da segurança nos condomínios.
“Esses modelos exigem sistemas capazes de controlar acessos, identificar comportamentos e integrar diferentes camadas de tecnologia, permitindo uma atuação mais preventiva e orientada por dados”, afirma o executivo.
Com a ampliação desses serviços, cresce também a demanda por soluções integradas de segurança eletrônica. A operação de ambientes autônomos requer a combinação de videomonitoramento, controle de acesso, análise de dados e conectividade em tempo real, reposicionando a segurança como elemento central para o funcionamento desses modelos e para a mitigação de riscos operacionais e patrimoniais.
Segundo Cinelli, além de impactar diretamente a rotina dos moradores, o avanço da automação cria oportunidades relevantes para o setor de segurança eletrônica. “A automação de serviços amplia a necessidade de soluções inteligentes e integradas, o que tende a impulsionar investimentos em monitoramento avançado, análise de vídeo e inteligência artificial, além de contribuir para a valorização dos empreendimentos”, conclui.
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