Avon e Instituto Natura lançam o "Movimento Pela Vida das Mulheres" com foco no enfrentamento à violência de gênero
Iniciativa em parceria com o Senado Federal, Instituto Maria da Penha e outras entidades visa mobilização pública contínua até 2035 para ampliar o conhecimento sobre leis, sinais de agressão e redes de apoio
07.08.2026

O Instituto Natura e a Avon anunciaram, neste Agosto Lilás, a criação do Movimento Pela Vida das Mulheres. A aliança traz como objetivo mobilizar a sociedade brasileira de forma permanente até 2035 para o combate à violência doméstica e familiar. A ação é construída em parceria com o Senado Federal, o Instituto Maria da Penha, a Gênero e Número, o Grupo Mulheres do Brasil e a NO MORE Brasil.
A mobilização pública começa com o lançamento da campanha “Somos Maiores que a Violência”, criada pela Avon e pelo Instituto Natura. A comunicação evolui a iniciativa realizada no ano anterior ("Chame pelo Nome") ao adicionar às orientações de reconhecimento de violências (como a moral e a patrimonial) guias práticos sobre como agir de forma segura para apoiar vítimas e acionar canais de denúncia.
"Proteger a vida, a dignidade e os direitos das mulheres é um compromisso permanente do Estado brasileiro e de toda a sociedade. Quando diferentes instituições unem conhecimento, capacidade de mobilização e responsabilidade pública, damos um passo importante para transformar conscientização em prevenção e proteção", destaca o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.
Diagnóstico e Métricas de Conscientização
O movimento fundamenta sua atuação em dados do Mapa Nacional da Violência de Gênero (2025) — parceria entre o DataSenado e o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) — e do Índice de Conscientização sobre Violência contra a Mulher 2025 (Avon e Instituto Natura):
Subnotificação Percebida: Apenas 4% das brasileiras afirmam espontaneamente ter sofrido violência nos 12 meses anteriores à pesquisa. Contudo, ao serem questionadas sobre 13 situações cotidianas concretas, o número sobe para 33% (cerca de 28 milhões de mulheres). A diferença indica que mais de 24 milhões de brasileiras só identificam a violência vivida após estimuladas a reconhecer episódios específicos;
Desconhecimento da Lei: 80% das entrevistadas com 16 anos ou mais relataram conhecer pouco ou nada sobre os dispositivos da Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026;
Insegurança para Agir: 62% da população (seis em cada dez brasileiros) afirmaram não ter informações suficientes sobre leis, modalidades de abuso e canais de apoio para ajudar uma mulher em situação de vulnerabilidade.
"Às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha, ainda há milhões de mulheres que vivem situações concretas de violência sem reconhecê-las como tal, enquanto grande parte da sociedade não sabe como ajudar. Isso mostra que ter uma lei forte é indispensável, mas não suficiente. Precisamos fazer com que a informação chegue às pessoas", reforça Maria da Penha, fundadora e presidente de honra do Instituto Maria da Penha.
Posicionamento das Lideranças
Executivos e representantes das entidades parceiras destacam a necessidade de transformar a pauta em um compromisso diário e coletivo:
Integração do Setor: "O Movimento surge da sólida trajetória do Instituto Natura e da Avon na promoção dos direitos e da saúde das mulheres no Brasil e na América Latina. Ao investir no enfrentamento à violência de gênero, estamos investindo na dignidade humana e no futuro da nossa sociedade", avalia Cecília Ribeiro, diretora da Avon na América Latina;
Ação Comunitária: "Quando mais de 24 milhões de mulheres somente reconhecem a violência depois de serem apresentadas a situações concretas, fica evidente que ainda temos um enorme desafio de conscientização", pontua Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil;
Responsabilidade Compartilhada: "Ao integrar o Movimento Pela Vida das Mulheres, reforçamos nosso compromisso de mobilizar pessoas, empresas e comunidades para reconhecer os sinais da violência, romper o silêncio e agir de forma responsável e segura. O abuso prospera na omissão", conclui Alexandra Segantini, CEO do Grupo Mulheres do Brasil.
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