Banco Central apertou o “Delete” no Real Digital

Após altos custos e falhas de privacidade, projeto da moeda digital brasileira será reformulado para uso interno do sistema financeiro

Banco Central apertou o “Delete” no Real Digital

O Banco Central do Brasil resolveu apertar o delete do projeto do Real Digital e mandou o DREX pra lixeira. A ideia era criar uma versão totalmente digital do nosso dinheiro, para facilitar pagamentos e transações, mas o BC anunciou na ultima semana que vai desligar a tecnologia usada até agora, chamada blockchain, um tipo de sistema que registra informações de forma segura na internet. Segundo o Banco Central, o sistema ficou caro demais, complicado de manter e, principalmente, não garantia a privacidade dos usuários, algo essencial quando se fala de dinheiro. Por isso, o projeto foi pausado para ser repensado. O DREX começou a ser desenvolvido em 2021, com o apoio de grandes bancos e empresas de tecnologia. A ideia era que o “Real Digital” chegasse ao público até 2025. Mas, entre problemas técnicos e custos que saíram do controle, o projeto acabou sendo adiado, e o futuro da moeda digital brasileira ficou no ar. Outro ponto que pesou na decisão foi o crescimento das chamadas “stablecoins”, aquelas moedas digitais criadas por empresas privadas e que têm o valor atrelado a moedas reais, como o dólar. Agora, o plano é que o projeto continue, mas com outro foco, em vez de ser uma moeda digital usada por todo mundo, ele deve servir para operações internas do sistema financeiro, como controle de garantias e tokenização de ativos, ou seja, transformar valores reais em versões digitais seguras. Apesar da mudança de rumo, o Banco Central afirmou que os testes e aprendizados obtidos com o DREX serão fundamentais para futuras iniciativas de modernização do sistema financeiro. Segundo relatórios da Fenasbac e da Plug and Play, o Brasil continua sendo referência em inovação financeira na América Latina, especialmente por causa do sucesso do Pix e do avanço em projetos de tokenização e finanças digitais. Ou seja, o DREX pode ter mudado de forma, mas a ideia de um Real digital ainda está viva nos planos de inovação do Banco Central. Parece que o “Real Digital” resolveu entrar em “modo economia de energia”, o importante é que, por enquanto, o nosso dinheiro continua sendo real.

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