Blood acelera agenda ESG e projeta operações 100% sustentáveis
Agência de non-stop experience investe em parcerias, certificações e metas mensuráveis para reduzir emissões, gerar impacto social e provocar uma virada no mercado de eventos
17.12.2025

A sustentabilidade deixou de ser discurso e passou a ditar decisões estratégicas no mercado. Na Blood, agência referência em non-stop experience, esse movimento ganhou velocidade. Nos últimos anos, a empresa vem estruturando uma jornada ESG com um objetivo claro: alcançar operações 100% sustentáveis em até dez anos.
O plano surge em um cenário de amadurecimento do tema no Brasil. Um estudo do Pacto Global da ONU, em parceria com a Stilingue e a Falconi, aponta que mais de 78% das empresas brasileiras já incorporaram o ESG às suas estratégias de negócio. A Blood decidiu ir além da intenção e transformar a pauta em método.
A estratégia passa pela mobilização de fornecedores, clientes e parceiros que compartilham a mesma cultura. A proposta é criar um ecossistema integrado, capaz de reduzir emissões de carbono, reutilizar materiais e gerar impacto social desde o planejamento até a execução dos projetos.
“O ano de 2025 foi um período de amadurecimento da temática ESG para nós”, afirma David Contreras, Head de Relações Institucionais e de Novos Negócios da Blood. “O aprendizado e as conquistas acumuladas junto com os nossos clientes contribuíram muito para a nossa visão de que a sustentabilidade é mais do que um anexo das operações: é o próprio alicerce do modelo de negócio. A partir desse olhar, entramos em uma nova fase, com metas concretas e mensuráveis para o futuro”.
Certificações, compensação e impacto rastreável
Entre os principais avanços está a participação no programa “Ambição pelas ODS”, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil. A iniciativa proporcionou uma imersão nas metodologias certificadas da organização e serviu de base para o próximo passo da agência.
A partir de 2026, a Blood pretende estruturar suas operações com foco direto nas ODS 12, voltada a padrões de produção e consumo sustentáveis, e 13, de combate às mudanças climáticas.
Outra frente envolve a parceria com a BMV (Brasil Mata Viva), greentech especializada em medir e compensar emissões por meio das UCS’s (Unidades de Crédito Sustentáveis). A partir desse modelo, as práticas ESG da agência passam por auditorias baseadas em padrões internacionais e se convertem em benefícios diretos para projetos ambientais.
Já nos eventos realizados com clientes, a Blood firmou parceria com a Agroforestree, organização que compensa emissões por meio do plantio de árvores em sistemas agroflorestais conduzidos por pequenos agricultores em diferentes regiões do Brasil. Todo o processo pode ser acompanhado em tempo real, via tecnologia de geolocalização.
“Fomos entendendo mais o mercado de compensação e percebemos que, além de reduzir nossas emissões, poderíamos gerar uma série de impactos positivos, inclusive econômicos e sociais. Por isso, buscamos parceiros que possuem uma maturidade digital avançada e atuam com transparência e rastreabilidade, mirando na evolução real das práticas ESG”, explica Contreras.
Provocar a mudança no setor
A ambição da Blood não se limita às próprias operações. A agência quer influenciar o mercado de eventos e brand experience, ainda marcado por práticas tradicionais e resistência à incorporação do ESG.
No setor, o receio de aumento de custos, a falta de cultura sustentável e o medo de acusações de greenwashing ainda freiam avanços. Para a Blood, o desafio passa justamente por mostrar que sustentabilidade e performance podem caminhar juntas.
“Acreditamos que o caminho para um mercado mais consciente passa pela inovação, pela colaboração e pela responsabilidade compartilhada, então não poderíamos entrar nessa nova fase sem a ambição de inspirar outras empresas a repensarem seus processos — e provar, com resultados concretos, que é possível transformar propósito em performance”, conclui Contreras.
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