Blood completa 10 anos, cresce 40% e amplia operação com OOH e projetos especiais
Agência chega ao maior faturamento de sua história, amplia portfólio e coloca mensuração no centro da discussão sobre live marketing e brand experience
28.10.2026

A Blood completou 10 anos de atuação em eventos, ativações e brand experience com o maior faturamento de sua história.
Pelo segundo ano consecutivo, a agência registra crescimento de 40% e entra em uma nova etapa de expansão marcada por três movimentos: a consolidação da Blood OOH, a criação da Blood AB e uma estratégia voltada a ampliar a mensuração dos resultados das experiências de marca.
A transformação também acompanha o aumento no volume de projetos. Se no primeiro ano a agência realizou 12 eventos, em 2019 foram 41 e, em 2026, já são 141 eventos e ativações.
Agência amplia atuação para além dos eventos
A Blood passa a estruturar sua operação em três frentes complementares.
A unidade principal continua concentrando as grandes contas, concorrências e projetos de live marketing.
A Blood OOH atua no mercado de mídia out-of-home, enquanto a Blood AB foi criada para projetos especiais e relações estratégicas de longo prazo.
Segundo Marcos Carneiro, fundador e COO da Blood, a estratégia responde à necessidade de integrar diferentes pontos de contato.
“Queremos romper com uma lógica em que eventos, mídia, conteúdo e outros formatos são tratados de maneira isolada”, afirma.
A companhia chama essa abordagem de non-stop experience, conceito que busca conectar experiências de marca em diferentes canais e momentos da jornada.
Blood OOH amplia presença no espaço urbano
Criada em 2023, a Blood OOH marcou a entrada da empresa no mercado de mídia out-of-home.
A operação reúne painéis de LED no Rio de Janeiro e em Brasília e busca aplicar ao OOH o repertório da agência em live marketing, storytelling e experiência de marca.
“Nosso repertório em experiência de marca e storytelling nos permite pensar os grandes formatos não apenas como espaços de exibição, mas como ativos para construção de marca”, afirma Samuel Cury, sócio da Blood OOH.
A unidade também desenvolve projetos ligados a arte e cultura em parceria com instituições como ArtRio e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Segundo a empresa, desde dezembro de 2025 foram exibidas mais de 1.140 horas de arte, com impacto estimado em mais de 169 milhões de pessoas.
Mídia regenerativa entra na estratégia
Desde 2025, a Blood OOH também trabalha com o conceito de mídia regenerativa.
A proposta é usar os ativos de mídia para gerar algum tipo de retorno urbano, social, econômico ou cultural para os territórios onde estão inseridos.
Para Daniel Werneck, sócio da Blood e fundador da Blood OOH, o OOH pode assumir um papel mais amplo.
“Entendemos que o OOH pode e deve ser um veículo de mídia regenerativa, agregando valor ao devolver para a cidade e para as pessoas algo positivo”, afirma.
Blood AB nasce para projetos especiais
A nova Blood AB foi criada para atender iniciativas que exigem formatos, estruturas ou relações diferentes da operação recorrente da agência.
A unidade já conta com equipe dedicada e concentra projetos especiais, prototipagem e parcerias de longo prazo.
Entre as iniciativas citadas estão projetos de positivação de bares para marcas do Grupo HEINEKEN, trabalhos com startups e uma parceria com a Mutis, agência com presença na Argentina e no México, voltada a ações na América Latina.
“A criação da Blood AB responde a uma demanda que já vinha aparecendo dentro da agência”, afirma Carneiro.
De 12 para 141 projetos por ano
O crescimento também aparece no volume de entregas.
Em seu primeiro ano, a Blood realizou 12 eventos. Em 2019, foram 41. Em 2026, o total chegou a 141 eventos e ativações.
A expansão ocorreu em paralelo ao aprofundamento de relações com clientes.
Com a Meta, parceria iniciada em 2016, a agência atua hoje em projetos ligados ao WhatsApp Business, eventos, estandes e ativações.
Entre os trabalhos recentes estão Conversations 2026 e o lançamento do Instagram Parental Alignment, com a campanha Modo Seguro.
Com a OLX, a relação evoluiu de roadshows regionais para o Conecta Imobi e também passou a incluir ações de trade marketing em concessionárias e revendedores de automóveis.
Mensuração vira principal gargalo
Apesar do crescimento do setor, a Blood identifica a mensuração como um dos principais desafios do live marketing.
Na avaliação de Ale Tcholla, CCO da agência, o problema começa ainda no briefing.
“Todo mundo fala em resultado, mas muita coisa chega à agência sem saber o que precisa ser provado”, afirma.
Para ele, a experiência precisa estar ligada a uma pergunta concreta de negócio.
A discussão ganha relevância em um mercado que, segundo dados citados pela agência, movimentou cerca de R$ 100 bilhões em 2025 e deve crescer pelo menos 20% em 2026.
A lógica defendida pela Blood é simples: menos pedidos genéricos por experiências “impactantes” e mais clareza sobre o resultado que cada iniciativa precisa entregar.
Crescimento passa a significar diversificação
Aos 10 anos, a Blood entra em uma fase em que crescimento deixa de significar apenas aumento no número de projetos.
A estratégia agora inclui diversificação de negócios, fortalecimento da estrutura de gestão e aprofundamento das relações com clientes.
Com Blood, Blood OOH e Blood AB, a empresa busca ampliar sua capacidade de desenvolver projetos integrados, mantendo live marketing e brand experience como centro da atuação.
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