Brasil entra no top 5 mundial em adoção de criptoativos
Relatório aponta uso crescente de moedas digitais no dia a dia da população e expansão do mercado institucional
22.09.2025

O Brasil alcançou a 5ª posição mundial em adoção de criptoativos, segundo o relatório anual da Chainalysis, que avaliou 151 países. O país aparece atrás apenas de Índia, Estados Unidos, Paquistão e Vietnã, superando mercados como Nigéria, Indonésia, Ucrânia e Reino Unido.
O estudo considera não apenas o volume movimentado, mas também o impacto das criptomoedas no cotidiano. Segundo especialistas, o avanço brasileiro resulta de fatores como digitalização acelerada, popularização dos smartphones, crescimento das fintechs e maior familiaridade com novas tecnologias financeiras. Além disso, a instabilidade econômica e cambial levou milhões de brasileiros a buscar alternativas como Bitcoin, Ethereum e, sobretudo, stablecoins (USDT e USDC) para preservar valor e acessar o mercado internacional.
A adoção ocorre em diferentes camadas: do pequeno investidor que busca proteção contra inflação ao grande player institucional interessado em escala e regulação em evolução.
“O brasileiro incorporou as criptomoedas em sua vida diária de forma natural. Hoje, não estamos falando apenas de investimento, mas de consumo, pagamentos internacionais e transferências cotidianas. A entrada do Brasil no top 5 global mostra que há uma demanda real e crescente por soluções financeiras digitais integradas ao estilo de vida da população”, afirma Cleverson Pereira, Head Educacional da OnilX.
O relatório também destacou o avanço institucional. Fundos de investimento, gestoras e bancos vêm ampliando a oferta de produtos atrelados a criptoativos, fortalecendo o ecossistema e trazendo legitimidade ao setor. Esse movimento foi acompanhado pelos marcos legais de 2023 e 2024, que estabeleceram regras para prestadores de serviços de ativos virtuais.
“A regulação é essencial para o crescimento dos ativos virtuais como solução financeira diária. Ela cria segurança para investidores institucionais, reduz riscos para o consumidor final e abre espaço para parcerias estratégicas entre bancos, fintechs e plataformas globais. Um ambiente regulado fortalece não apenas o mercado de varejo, mas também o institucional, atraindo capital estrangeiro e fomentando inovação local”, reforça Pereira.
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