
O Brasil consolidou-se como o alvo prioritário da cibercriminalidade mundial em 2026. Um novo estudo da NordVPN revela que o país ocupa o topo da lista global de vazamento de cookies entre 235 nações, registrando mais de 7 bilhões de arquivos expostos na dark web. O dado mais crítico indica que cerca de 550 milhões desses registros ainda estão ativos, o que permite a invasores acessar contas de usuários sem a necessidade de senhas.
O Perigo do Cookie Ativo Diferente das senhas, que podem ser trocadas após um vazamento, os cookies de sessão memorizam logins e preferências para facilitar a navegação. Quando um criminoso captura um cookie ativo, ele consegue assumir a identidade da vítima de forma quase invisível, burlando até sistemas de autenticação de dois fatores (MFA).
Os grandes ecossistemas digitais são os alvos principais:
• Google: 4,5 bilhões de cookies vazados.
• YouTube: 1,33 bilhão de registros expostos
• Microsoft e Bing: Mais de 2,1 bilhões de arquivos comprometidos.
A Ascensão dos Infostealers
O crescimento de 74% no volume total de cookies vazados globalmente — saltando de 54 bilhões em 2024 para 94 bilhões em 2025 — reflete a profissionalização do cibercrime. A coleta é feita por malwares especializados chamados infostealers. O destaque negativo é o Redline, responsável por 41,6 bilhões de registros roubados no mundo, seguido por ferramentas como Vidar e LummaC2.
Recomendações para Segurança Individual e Corporativa
Especialistas alertam que apenas fechar a aba do navegador não encerra a sessão nos servidores. A recomendação é manter uma higiene digital rigorosa:
- Logout Efetivo: Sempre clicar em "Sair" ou "Encerrar Sessão" em serviços sensíveis.
- Limpeza Frequente: Limpar regularmente o cache e os cookies do navegador.
- Atualização de Sistemas: Manter softwares de proteção e sistemas operacionais em dia.
No âmbito corporativo, a empresa de segurança Clavis reforça que a proteção deve ser encarada como uma cultura contínua. Entre as medidas essenciais para 2026, destacam-se a realização de Pentests (testes de invasão) periódicos, o controle de acesso pelo princípio do menor privilégio (onde o colaborador acessa apenas o estritamente necessário) e treinamentos constantes da equipe para reconhecer tentativas de phishing e engenharia social.
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