Campanha do CASA e Studio Nuts combate invisibilidade social com o conceito “Ninguém é descartável”

A organização portuguesa utiliza uma metáfora visual impactante para sensibilizar a sociedade e incentivar a consignação do imposto de renda (IRS) para o apoio a pessoas em situação de rua

Adnews

16.03.2026

Campanha do CASA e Studio Nuts combate invisibilidade social com o conceito “Ninguém é descartável”

O CASA (Centro de Apoio ao Sem-Abrigo) lançou uma nova campanha de conscientização focada na humanização da população em situação de rua em Portugal. Desenvolvido pelo Studio Nuts, agência com presença no Brasil e na Europa, o projeto utiliza o conceito “Ninguém é descartável” para ilustrar como a indiferença social transforma indivíduos em parte do mobiliário urbano.

A Metáfora do Homem de Papelão O coração da campanha é um filme que apresenta um homem cuja pele e corpo são feitos inteiramente de papelão. A escolha do material é simbólica:

Frágil e Invisível: O personagem se confunde com o cenário das calçadas, representando a forma como a sociedade frequentemente ignora essas vidas.

A Transformação: A narrativa muda quando um gesto de solidariedade atinge o personagem. Através de partículas douradas, a figura de papelão recupera sua forma humana, simbolizando o resgate da dignidade e da identidade através do apoio.

“O personagem simboliza como muitas vezes essas pessoas são tratadas como parte do cenário ou até como algo descartável”, explica Tico Moraes, sócio do Studio Nuts.

Impacto Prático: Consignação do IRS Além de sensibilizar, a campanha possui um objetivo prático fundamental para a sustentabilidade da organização. Ela convida os contribuintes em Portugal a utilizarem o mecanismo de consignação do IRS:

Custo Zero: Os cidadãos podem destinar 1% do imposto que já pagariam ao Estado para o CASA.

Como Funciona: O apoio não reduz o valor do reembolso nem aumenta o imposto a pagar; basta indicar o número de identificação da entidade na declaração anual de rendimentos.

Estratégia de Mídia Para garantir que a mensagem alcance diferentes públicos, a comunicação foi estruturada em diversos formatos:

Cinema: Um filme principal de 90 segundos com foco em imersão emocional.

Televisão e Digital: Versões curtas de 30 e 15 segundos adaptadas para redes sociais e TV.

Mídia Impressa: Peças visuais que reforçam o conceito do "homem de papelão" em anúncios e outdoors.

O projeto reforça o papel do design e da criatividade na abordagem de causas sociais complexas, transformando dados estatísticos sobre a pobreza em uma narrativa visual que estimula a empatia imediata e a ação direta do contribuinte.

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