Campanha Latino-Americana Lança Luz sobre os 5 Tipos de Violência contra a Mulher no Dia Internacional de Ativismo

Avon e Instituto Natura expandem o chamado “Sim, É Violência. Chame Pelo Nome” para seis países, visando conscientizar a sociedade sobre abusos "invisíveis" e a importância do reconhecimento e acolhimento

Adnews

25.11.2025

Campanha Latino-Americana Lança Luz sobre os 5 Tipos de Violência contra a Mulher no Dia Internacional de Ativismo

Neste 25 de novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a Avon e o Instituto Natura reforçam seu compromisso com a causa ao promoverem a expansão latino-americana da campanha “Sim, É Violência. Chame Pelo Nome”. A iniciativa, que busca nomear e desmistificar os diferentes tipos de violência doméstica, será veiculada durante os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, que se estendem até 10 de dezembro. A campanha mobiliza Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México, além do Brasil, e tem como foco principal a conscientização sobre as cinco formas de violência previstas na Lei Maria da Penha: física, psicológica, patrimonial, moral e sexual.

A Urgência de Nomear a Violência

A retomada da campanha em escala regional responde a uma necessidade urgente de informação. Dados recentes do Índice de Conscientização sobre Violência contra as Mulheres, desenvolvido pelas próprias marcas, mostram que cerca de 38% da população brasileira não se recorda de ter visto campanhas sobre o tema no último ano. Mais alarmante, três em cada dez mulheres não reconhecem espontaneamente situações abusivas que vivenciam como violência.

“Nomear as violências que são de certa forma ‘invisíveis’ no dia a dia é o cerne da campanha. Quando as mulheres aprendem a nomear a violência e se conscientizam sobre o assunto, elas buscam mais ajuda”, explica Beatriz Accioly, líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres no Instituto Natura.

As mensagens da campanha serão divulgadas nas redes sociais das marcas e farão a conexão entre os tipos de violência e datas simbólicas, como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens (06/12) e o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12). Estratégia de Duas Etapas e Acolhimento

A iniciativa visa convidar toda a sociedade para uma responsabilidade coletiva, propondo um caminho em duas fases: Escuta e Reconhecimento: Dimensionar o problema social e identificar as violências, mesmo aquelas disfarçadas de "ciúmes" ou "brincadeiras".

Ação e Acolhimento: Chamar a sociedade a compreender seu papel no suporte às vítimas e garantir que as mulheres conheçam seus direitos.

Para além da conscientização, a Avon e o Instituto Natura, que trabalham a causa há 17 anos, oferecem serviços práticos de apoio, como o canal Ângela. A ferramenta permite que mulheres em situação de violência recebam informações e, se necessário, o apoio discreto de um profissional capacitado via WhatsApp. “A conscientização é capaz de promover uma transformação social e parte da solução do problema social que é a violência contra mulheres e meninas,” afirma Maria Slemenson, superintendente de Políticas Públicas do Instituto Natura Brasil.

Assista aqui!

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