Carlos Belmonte destaca o papel estratégico do mapeamento de dados na moda global
Executivo com mais de 20 anos de experiência em Nova York e atual COO da Sanderlak defende que a tecnologia e a IA só geram valor real quando as marcas possuem clareza sobre sua identidade e seus consumidores
01.04.2026

Em entrevista exclusiva, Carlos Belmonte, COO da Sanderlak, compartilhou sua visão sobre a intersecção entre criatividade e análise de dados na indústria da moda. Com uma carreira consolidada na elevação de produtos em mercados globais, Belmonte alerta que o maior desafio atual para lideranças não é apenas adotar novas ferramentas, mas garantir um mapeamento limpo e realista dos dados.
Para o executivo, a inteligência artificial tem o papel de "enxergar o futuro" e indicar caminhos, mas é a tecnologia operacional que permite que as empresas cheguem a esses objetivos de forma rápida e segura. A recomendação central para fundadores de fashion-techs é priorizar a organização da informação para evitar que as marcas se percam em análises irrelevantes.
Identidade de Marca Sem saber exatamente quem é o cliente, o uso de IA torna-se ineficaz.
Dados Realistas Líderes devem ser pragmáticos nas comparações e buscas analíticas.
Tecnologia como Meio A inovação tecnológica é o motor que executa a visão estratégica da IA.
O papel da criatividade e inspirações Belmonte iniciou sua trajetória atraído pela capacidade da moda de moldar personalidades através de cores, tecidos e formas, sempre respeitando parâmetros criativos. Sua visão combina o rigor da gestão de operações com a sensibilidade estética necessária para o setor.
Para encerrar, o executivo compartilha as referências que guiam sua liderança e visão de mundo:
Uma Pessoa Steve Jobs.
Um Livro The Creative Act: A Way of Being, de Rick Rubin.
Uma Frase "Simplicidade é a sofisticação máxima" (Leonardo da Vinci).
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