Casas inteligentes chegam a 15,4 milhões de lares e ampliam disputa por eletrodomésticos conectados
Avanço da automação residencial leva fabricantes a incorporar aplicativos, assistentes virtuais e integração digital a categorias tradicionais da casa
26.10.2026

A automação residencial começa a ganhar escala no Brasil.
Segundo dados da PNAD TIC 2025, do IBGE, citados pela Elgin, 15,4 milhões de domicílios com acesso à internet possuem pelo menos um dispositivo inteligente, o equivalente a 20,2% dessas residências.
O número representa um aumento de 2,1 milhões de lares em relação a 2024 e mostra como produtos conectados começam a deixar um mercado concentrado em dispositivos de tecnologia para avançar sobre categorias tradicionais da casa.
Iluminação, segurança, climatização e eletrodomésticos passam a incorporar controle por aplicativos, automação e comandos de voz.
Conectividade entra em categorias tradicionais
Essa transformação também abre uma nova disputa entre fabricantes.
Se antes a conectividade estava mais associada a caixas de som inteligentes, câmeras e hubs, agora começa a aparecer em produtos que já faziam parte da rotina doméstica antes da expansão da casa conectada.
É nesse movimento que a Elgin amplia sua atuação.
A companhia anunciou uma nova geração de câmeras de segurança e a entrada no segmento de ventiladores de teto inteligentes.
Os lançamentos fazem parte da estratégia de expansão da linha Casa Conectada, que já reúne mais de 50 produtos.
Segurança ganha automação
A nova geração de câmeras incorpora funções como reconhecimento de pessoas, rastreamento automático de movimento, visão noturna e monitoramento remoto.
Entre os modelos apresentados, há uma versão alimentada por energia solar, voltada a ambientes externos sem acesso próximo à rede elétrica.
Os recursos mostram como a automação doméstica começa a avançar para além do simples controle remoto e passa a incorporar monitoramento e respostas mais automatizadas.
Ventiladores passam a integrar ecossistema digital
No segmento de ventilação, a Elgin aposta em equipamentos com iluminação integrada e controle por aplicativo ou assistentes virtuais.
A entrada nesse mercado ilustra uma tendência mais ampla: produtos domésticos tradicionais começam a ser integrados ao mesmo ecossistema digital utilizado para segurança, iluminação e outros dispositivos.
Segundo dados da Amazon apresentados pela Elgin, o Brasil registrou 29 milhões de dispositivos de casa inteligente conectados à Alexa em 2025, crescimento de 32% em relação ao ano anterior.
Consumidor busca integração
Para Marcel Serafim, diretor executivo de Bens de Consumo e Eletrificação da Elgin, a mudança de comportamento está relacionada à busca por experiências mais integradas.
“O consumidor não quer mais um aparelho inteligente isolado, quer resolver segurança, conforto e iluminação com a mesma lógica e no mesmo aplicativo”, afirma.
Essa expectativa também altera os critérios de competição entre fabricantes.
Além das características físicas dos equipamentos, fatores como facilidade de instalação, compatibilidade entre sistemas e experiência de uso passam a pesar mais na escolha.
Casa conectada deixa de ser nicho
Os novos produtos da Elgin chegam ao mercado em outubro por meio do comércio eletrônico e de lojas especializadas.
Mais do que ampliar o portfólio de uma fabricante, o movimento ajuda a mostrar uma transformação do mercado brasileiro de eletrodomésticos.
À medida que milhões de residências incorporam dispositivos inteligentes, a conectividade passa a deixar de ser apenas um recurso adicional e começa a se tornar parte da própria expectativa sobre diferentes categorias de produtos domésticos.
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