CDN encerra ciclo com a Omnicom e volta ao controle brasileiro após dez anos
Agência passa a ser controlada por acionistas locais com a entrada da Nova no grupo executivo, mantendo a liderança de Fábio Santos e projetando expansão em inteligência artificial, publicidade e CRM
24.07.2026

A CDN Comunicação anunciou o fim do ciclo de dez anos como parte do grupo norte-americano Omnicom e o retorno ao controle acionário 100% brasileiro. A reestruturação da agência inclui a entrada da agência Nova na sociedade, mantendo o executivo Fábio Santos no comando como CEO da operação. A proporção exata de participação das partes não foi revelada.
A movimentação de desinvestimento por parte da Omnicom ocorre no contexto de reorganização global da holding internacional, motivada pela aquisição do Interpublic Group (IPG). A mudança garante maior autonomia de gestão e agilidade operacional para a CDN no mercado nacional.
Estratégia de Crescimento e Sinergia com a Nova
Com a independência societária e a entrada da Nova, a CDN planeja ampliar seu escopo de serviços além das relações públicas e assessoria de imprensa tradicionais:
Novas Áreas de Atuação: Entrada estruturada nos segmentos de Customer Relationship Management (CRM) e publicidade;
Tecnologia e Inovação: Aumento de investimentos no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial aplicadas à comunicação;
Núcleo Integrado: Formação de uma célula conjunta entre CDN e Nova para o desenvolvimento de projetos integrados e ofertas cruzadas de produtos corporativos;
Gestão de Talentos: Maior flexibilidade para contratações de executivos e exploração de novas verticais comerciais.
Carteira de Clientes Mantida
A transação societária não altera o atendimento e os contratos da carteira atual da agência, que atende contas privadas e governamentais como:
Corporativo e Saúde: Samsung, Itaú, Pfizer, Nestlé, Hospital Albert Einstein, Sesc, Sofisa, Grendene, Mosaic, SLC Agrícola e Mineração Taboca;
Setor Público e Governamental: Ministério da Fazenda, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Finep e Instituto Unibanco.
"A reorganização global da Omnicom abriu espaço para a renacionalização da companhia e para uma operação com maior autonomia, preparando a CDN para acelerar novos negócios e investimentos." — Fábio Santos, CEO da CDN Comunicação.
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