CEO da Heineken renuncia após seis anos no comando
Saída de Dolf van den Brink ocorre meses depois de novo plano de negócios e em meio à pressão por retomada do consumo de cerveja
13.01.2026

O presidente-executivo da Heineken, Dolf van den Brink, renunciou ao cargo após seis anos à frente da cervejaria holandesa. A decisão, considerada inesperada, acontece poucos meses depois da definição de um novo plano de negócios voltado à ampliação do consumo de cerveja.
Van den Brink assumiu o comando da segunda maior fabricante de cerveja do mundo em junho de 2020, no auge da pandemia da Covid-19. Desde então, liderou a empresa em um dos períodos mais turbulentos de sua história recente, marcado por inflação elevada, pressão sobre custos, retração do consumo em alguns mercados e queda nas vendas — fatores que impactaram diretamente margens e desempenho das ações.
A renúncia ocorre em um contexto de cobrança crescente de investidores por resultados mais consistentes. O novo plano estratégico, anunciado recentemente, buscava reposicionar a companhia diante de mudanças no comportamento do consumidor e da desaceleração em mercados-chave.
Em comunicado, a Heineken informou que iniciará o processo de busca por um sucessor. O CEO ocupa uma posição central na condução de um portfólio global que inclui marcas como Heineken, Tiger e Amstel, além de operações em dezenas de países.
A transição abre um novo capítulo para a companhia, que agora enfrenta o desafio de recuperar volume, confiança do mercado e crescimento sustentável em um cenário global ainda pressionado por custos, concorrência e mudanças nos hábitos de consumo.
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