Cimed investe R$ 80 milhões e entra em skincare com marca produzida na Coreia do Sul
Mili estreia em novembro com sete produtos e faz parte da estratégia da farmacêutica de ampliar a participação de beleza e estética em seus negócios até 2030
14.10.2026

A Cimed vai investir R$ 80 milhões para entrar no mercado de skincare com a Mili, primeira marca da companhia dedicada à categoria.
A linha estreia em novembro com sete produtos fabricados na Coreia do Sul em parceria com a GDK Cosmetics e preços entre R$ 100 e R$ 200.
A entrada em skincare amplia a atuação da farmacêutica no mercado de beleza e faz parte de uma estratégia de diversificação que pretende aumentar o peso da categoria dentro dos negócios da companhia nos próximos anos.
Atualmente, beleza e estética representam cerca de 5% dos negócios da Cimed. A meta da empresa é elevar essa participação para 20% até 2030.
Cimed mira 10 mil pontos de venda ainda em 2026
A companhia pretende encerrar 2026 com a Mili presente em aproximadamente 10 mil pontos de venda.
As farmácias deverão responder por cerca de 80% da distribuição da nova marca, aproveitando uma rede na qual a Cimed já mantém presença relevante por meio de seu negócio farmacêutico.
Para a fase inicial da operação, a expectativa da empresa é alcançar até R$ 150 milhões em faturamento.
A estratégia também prevê expansão rápida do portfólio. A Cimed já planeja novas linhas para 2027 e pretende chegar a 100 SKUs dentro da categoria.
Produção na Coreia acompanha avanço da K-beauty
A escolha da Coreia do Sul como origem dos produtos também aproxima a Mili do crescimento internacional da chamada K-beauty.
Segundo dados da Korea Customs Service citados pela Exame, as importações brasileiras de cosméticos sul-coreanos cresceram 951% em 2025 e chegaram a US$ 54,36 milhões.
A expansão desse mercado tem aproximado consumidores brasileiros de marcas, fórmulas e rotinas de cuidados desenvolvidas na Coreia do Sul.
No caso da Cimed, a parceria com a GDK Cosmetics insere a nova marca diretamente nesse ecossistema produtivo, em vez de utilizar apenas referências estéticas ou de comunicação associadas à K-beauty.
Beleza ganha espaço na estratégia da companhia
A Mili também ajuda a dimensionar uma mudança mais ampla no portfólio da Cimed.
Embora a companhia tenha construído sua atuação principalmente no mercado farmacêutico, beleza e estética estão sendo tratadas como uma frente de expansão.
Ao projetar uma participação de 20% desses negócios até 2030 e um portfólio de até 100 SKUs em skincare, a empresa sinaliza que a Mili deverá funcionar como plataforma para uma operação maior na categoria, e não apenas como um lançamento pontual.
O desempenho da marca nos primeiros meses poderá indicar o ritmo dessa expansão e a capacidade da Cimed de transferir sua força de distribuição nas farmácias para uma categoria na qual produto, posicionamento e experiência de marca têm peso diferente do mercado farmacêutico tradicional.
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