Copa de 2026: Entusiasmo dos torcedores vira isca para ciberataques e prejuízos bilionários
Especialista alerta que 70% das violações de segurança envolvem o fator humano; monitoramento em tempo real e educação digital são cruciais para evitar fraudes com ingressos e transmissões falsas
13.05.2026

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a euforia dos torcedores tem se tornado um ativo valioso para o cibercrime. O aumento nas buscas por ingressos, pacotes de viagem e links de transmissão acendeu um alerta global: criminosos estão utilizando a engenharia social para transformar o "senso de urgência" em brechas de segurança, tanto para consumidores quanto para empresas.
O Fator Humano: O Elo Mais Fraco
Dados do Verizon Data Breach Investigations Report 2025 revelam que mais de 70% das violações de segurança atuais envolvem o elemento humano. Em vez de invasões técnicas complexas, os atacantes preferem manipular o comportamento do usuário.
"O ataque hoje não começa no sistema, começa na pessoa", afirma Igor Moura, COO da Under Protection. Segundo o especialista, o criminoso utiliza informações públicas para criar campanhas de phishing altamente personalizadas, que induzem a vítima a entregar credenciais ou realizar pagamentos em plataformas clonadas.
Riscos Corporativos e Operacionais
Para as empresas, o risco é dobrado. Além de lidarem com a vulnerabilidade de seus colaboradores, organizações de e-commerce, meios de pagamento e serviços digitais enfrentam um aumento simultâneo de acessos legítimos e tentativas maliciosas durante o torneio. O impacto de não possuir uma estratégia de resposta em tempo real pode ser devastador:
• Sequestro de Dados: Evolução de simples phishing para invasões profundas em bases de dados. • Interrupção de Serviços: Sobrecarga de sistemas desatualizados durante picos de audiência. • Dano Reputacional: Perda de confiança do consumidor ao ter dados vazados em plataformas que simulam as oficiais. Blindagem e Resposta em Tempo Real Moura ressalta que tratar a cibersegurança como algo pontual é um erro estratégico.
"Em eventos desse porte, o ataque acontece em escala e velocidade. Sem monitoramento ativo, o impacto é direto no faturamento", diz o executivo.
A recomendação para o mercado inclui:
- Reforço de Controles: Atualização rigorosa de sistemas e revisão de níveis de acesso antes do início dos jogos.
- Conscientização: Treinamento contínuo de equipes para identificar táticas de engenharia social.
- Monitoramento Ativo: Implementação de ferramentas que permitam a detecção e resposta imediata a ameaças.
Para o consumidor final, a regra de ouro permanece a desconfiança: ofertas com preços muito abaixo do mercado ou links que exigem ações imediatas devem ser tratados como potenciais tentativas de fraude.
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