Copa do Mundo de 2026 consolida fragmentação da audiência e CazéTV fatura R$ 2 bilhões em patrocínio
Pela segunda vez desde 1998, transmissão do torneio deixa de ser centralizada em um único grupo de comunicação; Adsplay destaca papel da mídia programática e formatos interativos para capturar atenção em ecossistemas distribuídos
19.06.2026

A Copa do Mundo de 2026 marca uma ruptura histórica no mercado de mídia e direitos de transmissão no Brasil. Pela segunda vez desde o mundial de 1998, a exibição do maior evento futebolístico do planeta não estará concentrada sob o monopólio de um único grupo de comunicação. O novo arranjo consolida a fragmentação definitiva da atenção do público, estabelecendo uma divisão de direitos sem precedentes entre plataformas digitais, televisão aberta, TV conectada (CTV) e streaming.
A CazéTV posiciona-se como o grande destaque da edição ao se tornar a única plataforma a transmitir gratuitamente todos os 104 jogos do torneio, tendo atraído aproximadamente R$ 2 bilhões em cotas de patrocínio antes mesmo do início da competição. Em paralelo, o Grupo Globo (com a TV Globo, SporTV e Globoplay) exibe um pacote de pouco mais de 55 partidas — contemplando os confrontos da Seleção Brasileira e a grande final —, enquanto SBT e NSports complementam o ecossistema com pacotes adicionais de transmissão.
A Consolidação do Investimento Digital
A descentralização das transmissões da Copa reflete a maturidade do mercado publicitário nacional em direção aos canais conectados. De acordo com os dados do estudo Digital AdSpend 2026, realizado em parceria pelo IAB Brasil e a Kantar IBOPE Media, os investimentos em publicidade digital no País atingiram a marca histórica de R$ 42,7 bilhões em 2025, registrando uma expansão de 12,7% em comparação ao ano anterior.
Essa migração financeira força marcas e agências a abandonarem estratégias baseadas em mensagens únicas e massificadas, exigindo campanhas integradas e adaptadas às jornadas multitelas.
"A discussão não é mais sobre TV versus digital. O comportamento do consumidor já ultrapassou essa divisão. Hoje ele acompanha uma transmissão na televisão, comenta nas redes sociais, assiste a conteúdos paralelos no celular e interage com diferentes plataformas ao mesmo tempo. A audiência deixou de estar em um único lugar", avalia Bruno Oliveira, COO da Adsplay.
Mídia Programática e o Avanço do Rich Media
Diante de um consumidor que navega simultaneamente por diferentes ambientes digitais durante as partidas, os tradicionais indicadores de alcance e pontos de audiência na TV passam a dividir espaço com métricas complexas de atenção, engajamento e conversão em tempo real.
Para responder a essa necessidade de qualificação de dados, a Adsplay tem expandido seu portfólio de soluções proprietárias baseadas em Rich Media dentro da compra programática. Esses formatos dinâmicos de anúncios permitem mensurar não apenas cliques ou visualizações estáticas, mas o tempo de interação do usuário, os caminhos de navegação e o comportamento direto dentro da peça publicitária.
Um caso recente dessa aplicação foi desenhado para a Faber-Castell, em que os consumidores podiam explorar e navegar por diferentes linhas de produtos de forma nativa e interativa dentro do próprio banner, gerando novas camadas de dados analíticos para a otimização da campanha.
"Quanto mais distribuída fica a atenção do consumidor, maior se torna a necessidade de formatos capazes de gerar interação e produzir dados qualificados. Não basta mais apenas aparecer. É preciso entender como as pessoas estão se relacionando com a mensagem em cada ambiente", complementa Oliveira.
Atuação de Mercado e Consolidação Institucional
Fundada em 2017, a Adsplay atua como um hub especializado em mídia programática com soluções ponta a ponta (do topo ao fundo do funil). Em junho de 2025, o grupo acelerou sua capacidade tecnológica ao adquirir a Pixel Roads, empresa focada na integração simplificada de múltiplos formatos de anúncios digitais.
Certificada com o selo Great Place to Work (GPTW), a Adsplay conta atualmente com uma equipe de cerca de 80 profissionais, atende uma carteira de 750 clientes (entre agências de publicidade e anunciantes diretos) e acumula a marca histórica de mais de 15 bilhões de impressões operadas no ecossistema digital.
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