Costa do Sauípe prepara novo ciclo de expansão com parque aquático, retrofit e experiências premium
Complexo operado pela Aviva avança em hotelaria, lazer, esporte, wellness e produtos residenciais em estratégia de reposicionamento do destino
03.11.2026

A Costa do Sauípe prepara um novo ciclo de expansão e reposicionamento que envolve hotelaria, lazer, esporte, gastronomia, wellness, produtos residenciais e infraestrutura.
Operado pela Aviva, o complexo passa por uma transformação que busca ampliar a qualificação da experiência e fortalecer o destino como plataforma integrada de férias, eventos, entretenimento e negócios.
Entre os principais projetos está a implantação de um novo parque aquático associado ao conceito do Hot Park Bahia, além de reformas em hotéis, expansão de produtos residenciais e fortalecimento da agenda de eventos esportivos e corporativos.
Parque aquático entra no centro da expansão
O projeto do novo parque aparece como um dos principais motores da próxima fase do destino.
Segundo as informações apresentadas durante a visita institucional, a proposta inclui uma área de grande porte, múltiplas atrações e uma narrativa temática inspirada em elementos marinhos e na relação com a Bahia.
A expectativa é que o novo ativo amplie o fluxo de visitantes e fortaleça a integração entre parque, resort e demais frentes de lazer.
Os números finais de investimento, área, atrações e cronograma ainda precisam de confirmação oficial antes de publicação.
Hotéis passam por reposicionamento
A estratégia também envolve a atualização do portfólio hoteleiro.
Brisa, Sol, Mar e Terra aparecem em diferentes etapas de retrofit, reposicionamento ou planejamento de reforma.
O objetivo é criar categorias mais claras de produto, com diferenças de serviço, público, gastronomia, estrutura e faixa de diária.
O Brisa foi apresentado como o primeiro hotel reformado, enquanto Sol e Mar aparecem como ativos recentes ou em fase de consolidação do reposicionamento.
O Terra, por sua vez, ainda deve passar por uma reforma mais profunda nos próximos anos.
Gastronomia e wellness ganham importância
A qualificação da experiência também passa por alimentação, bebidas e bem-estar.
A operação apresentou avanços em gastronomia, bares, cafeteria, novos espaços de restaurante e uma central de produção de alimentos voltada a aumentar eficiência e reduzir perdas.
Na frente de wellness, a academia foi ampliada e a parceria com a Natura avançou de quiosques de massagem para uma proposta mais ampla de spa e experiências de bem-estar.
Esse movimento acompanha uma estratégia de elevar a percepção de valor do destino e ampliar as ocasiões de uso do complexo.
Tênis e eventos ajudam a reposicionar o destino
O retorno do ATP Challenger 125 aparece como um dos principais ativos de visibilidade da Costa do Sauípe.
O torneio reforça a relação histórica do destino com o tênis e ajuda a inserir esporte, hospitalidade e ativação de marcas dentro da mesma experiência.
Além do calendário esportivo, o complexo também busca ampliar sua atuação em eventos corporativos e MICE, utilizando a estrutura de arenas, salões e hotelaria para receber grupos de negócios sem abandonar a operação de lazer.
Produtos residenciais ampliam permanência
Outro eixo da estratégia é o desenvolvimento de produtos residenciais e de uso compartilhado.
Projetos como Residence Clubs e novos produtos de alto padrão aparecem como formas de ampliar a relação dos clientes com o destino para além da hospedagem tradicional.
A lógica combina propriedade, férias, clube e acesso à infraestrutura de lazer do complexo.
Sustentabilidade entra na narrativa de reposicionamento
A Aviva também apresentou metas e iniciativas ligadas a sustentabilidade, incluindo neutralização de carbono, tratamento de água e esgoto, energia solar, redução de resíduos, reaproveitamento de materiais e apoio a projetos sociais e ambientais.
O desafio editorial aqui é separar metas já consolidadas de compromissos ainda em andamento, evitando tratar projeções como resultados.
Expansão exige infraestrutura e operação
O crescimento projetado também traz desafios.
A ampliação de fluxo pode pressionar acessos viários, mobilidade de colaboradores, estacionamento, alimentação, segurança e operação.
Esses pontos aparecem como parte importante da discussão sobre o futuro do destino, especialmente se o volume de visitantes crescer de forma significativa.
A estratégia, portanto, não envolve apenas novos produtos, mas também a capacidade de sustentar uma operação maior e mais complexa.
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