Crise dos chips
Se você está pensando em trocar de celular ou comprar um novo notebook neste ano, prepare o bolso
12.01.2026

Se você está pensando em trocar de celular ou comprar um novo notebook neste ano, prepare o bolso. A crise global dos chips, especialmente dos chamados chips de memória como DRAM e NAND, usados em smartphones, computadores e até servidores, pode fazer os preços subirem em 2026. A Samsung Electronics, uma das maiores fabricantes mundiais de semicondutores, afirmou que a escassez de chips de memória e o aumento dos preços desses componentes estão criando uma pressão real sobre os custos de produção. Segundo o presidente global de marketing da Samsung, esses efeitos devem se refletir nos preços dos produtos finais, incluindo celulares, TVs e outros eletrônicos. E o que está por trás dessa crise? A demanda por chips usados em data centers e infraestrutura de inteligência artificial explodiu nos últimos anos, levando fabricantes a priorizarem esses componentes para aplicações corporativas de alto valor. Essa corrida tem reduzido a oferta disponível para produtos de consumo, como celulares e computadores pessoais, e fez com que os preços desses chips disparassem no mercado. Relatórios indicam que as empresas estão aumentando os preços dos próprios chips para tentar equilibrar oferta e demanda. Em alguns casos, fabricantes como a Samsung elevaram o preço de módulos de memória DDR5 em até 60%, para atender à demanda por aplicações de IA e servidores. Esse cenário já está levando fabricantes de smartphones a avaliar ajustes nos preços de seus futuros lançamentos. Por exemplo, rumores sobre a nova linha Galaxy S26 indicam que os dispositivos podem custar um pouco mais do que seus antecessores, justamente por causa dos componentes mais caros. Não é só a Samsung que se preocupa com esse efeito. Executivos de outras grandes fabricantes também já alertaram que, com os custos de semicondutores pressionados, os consumidores podem enfrentar preços maiores em uma ampla gama de eletrônicos em 2026. Especialistas em tecnologia afirmam que esse impacto pode durar mais de um ano, enquanto a indústria tenta expandir a capacidade de produção de chips e equilibrar a oferta com a demanda crescente por tecnologia mais avançada. No fim das contas, a crise dos chips mostra que tecnologia também sofre com inflação. Se antes a gente reclamava da bateria, agora vai reclamar do preço. Então, se o celular novo parecer caro, lembre-se: não é luxo, é semicondutor.
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