CVV e BeHumble usam fenômeno das IAs em campanha do Setembro Amarelo para defender a conexão humana

Ação "#MinhaIA" ressignifica nomes comuns como BIA e TIAgo para provocar o público a buscar suporte interpessoal em vez de interlocutores virtuais

Adnews

11.09.2026

CVV e BeHumble usam fenômeno das IAs em campanha do Setembro Amarelo para defender a conexão humana

O Centro de Valorização da Vida (CVV) lançou sua nova campanha para o Setembro Amarelo, desenvolvida pela agência BeHumble. Com o mote "#MinhaIA - A melhor conexão sempre é a humana. Pessoas precisam de pessoas", a iniciativa toma como ponto de partida o crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial como suporte para mitigar a solidão e defende que o acolhimento interpessoal não pode ser substituído por sistemas digitais.

A estratégia criativa responde a um dado recente levantado em pesquisa da CNN com o Instituto Locomotiva, que apontou que cerca de 60% dos brasileiros enxergam na interação com Inteligências Artificiais uma forma de amenizar a sensação de isolamento. Para contrapor esse hábito em ascensão, a campanha propõe uma brincadeira com a sonoridade de nomes próprios que contêm a sílaba "IA" — como BIAnca, TIAgo, TatIAna, VitórIA e LucIAno —, apresentando-os como as verdadeiras "IAs de carne e osso" a quem se deve recorrer em busca de apoio afetivo.

O plano de divulgação nas redes sociais inclui a adesão de influenciadores e personalidades públicas, como Diogo Defante, Rafa Brites, Claudia Leitte, Titi Müller, Daniela Suzuki, Fabão e Alesson. O ecossistema da ação incentiva os usuários a compartilharem quem são as pessoas de referência em suas vidas, estimulando conversas reais e abrindo espaço para a conscientização sobre a importância do escuta ativa e do trabalho voluntário promovido pelo próprio CVV.

Para o CVV, a provocação visa conscientizar sobre os limites da tecnologia nas relações de afeto. "Por mais avançada que seja, uma inteligência artificial não oferece empatia, parceria e companhia da mesma forma que uma pessoa. Em um momento em que cada vez mais pessoas precisam de pessoas, queremos fazer um convite à conexão humana. A ideia é transformar a provocação em uma conversa real", explica Carlos Correia, voluntário da associação.

Sob a ótica de criação e estratégia de marca, a agência busca provocar reflexões sobre as mudanças no comportamento do público. "A gente vive um paradoxo interessante: quanto mais a tecnologia evolui para entender o que dizemos, mais importante fica aquilo que só uma pessoa pode oferecer. A campanha parte justamente dessa contradição para lembrar que, no fim, pessoas precisam de pessoas. A IA pode responder, mas existe uma diferença enorme entre responder e estar presente", ressalta João Lovise, Chief Creative Officer da BeHumble.

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