De chatbots a agentes de IA: por que as grandes empresas estão mudando o foco em 2026
Diego Alvarez, CPTO da Escale, explica como a transição para agentes de alta performance está elevando as taxas de conversão em 40% e transformando o modelo de cobrança no setor corporativo
30.04.2026

O mercado enterprise está encerrando a era dos fluxos engessados e da automação básica. Segundo dados do Gartner, a adoção de agentes de IA em aplicações corporativas deve saltar de 1% para 33% até 2028, refletindo um movimento de empresas que buscam inteligência real em vez de simples robôs informativos.
Diego Alvarez, CPTO da sales tech brasileira Escale, aponta que essa evolução é impulsionada pela necessidade de maior agilidade e resultados em jornadas de vendas complexas. Abaixo, o executivo destaca os três motivos centrais para esse investimento:
1. Foco em vendas e persuasão, não apenas atendimento
Diferente dos chatbots tradicionais, que possuem motores puramente informativos, os novos agentes de IA são treinados com foco em persuasão e fechamento de negócio. Um exemplo é a aisa, inteligência da Escale treinada com milhões de conversas reais de vendas, capaz de qualificar leads, quebrar objeções e processar pagamentos. Essa abordagem já resulta em um aumento de 40% na taxa de conversão em comparação a atendentes humanos e bots comuns.
2. Plataformas de diagnóstico contínuo
A nova geração de IA opera sob a lógica AI-First, funcionando como um sistema de diagnóstico da operação. Em vez de apenas conversar, a ferramenta interpreta dados para identificar gargalos e riscos ao longo da jornada comercial. Isso oferece aos líderes transparência de desempenho e insights estratégicos em tempo real para a tomada de decisão.
3. Modelo de negócios "Pay-for-Success"
A modernização também atingiu a forma de contratação. O modelo tradicional de cobrança por uso está perdendo espaço para o pay-for-success (pagamento por sucesso). Nesse formato, a cobrança é atrelada exclusivamente ao resultado alcançado, alinhando os interesses da empresa de tecnologia aos do cliente e garantindo a otimização contínua da IA sem custos adicionais de desenvolvimento.
"O futuro das operações corporativas não está mais na simples automação, mas na união entre inteligência, segurança e produtividade", afirma Alvarez.
A mudança é especialmente visível em setores altamente regulados, como finanças e telecomunicações, onde a infraestrutura robusta e a segurança da informação são pilares inegociáveis para a escala da tecnologia.
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