Do SEO ao GEO: estudo revela mudanças no comportamento de busca na era da IA

Pesquisa da Monks, em parceria com a Semrush, mostra como IAs redefinem visibilidade digital e estratégias de marcas no Brasil.

Adnews

29.10.2025

Do SEO ao GEO: estudo revela mudanças no comportamento de busca na era da IA

O estudo “Do SEO ao GEO: A Evolução do Comportamento de Busca na Era da IA”, da Monks, em colaboração com a Semrush, investiga o impacto das inteligências artificiais como mecanismos de busca no Brasil, destacando as transformações nas estratégias digitais de marcas e produtores de conteúdo.

A análise considerou dados de 1.000 domínios mais citados em 50.000 resultados de busca com AI Overviews (AIOs) — resumos gerados por IA. Entre os dez domínios mais referenciados estão Google, Instagram, UOL, Wikipedia, YouTube, Globo.com, sites do Governo Federal, Facebook, Terra e Manual MSD.

Do SEO ao GEO

Segundo Felipe Carvalho, Diretor de Inbound Marketing da Monks Brasil, a ascensão das interfaces conversacionais de IA exige das marcas uma nova abordagem, chamada GEO (General Engine Optimization). Diferente do SEO tradicional, o GEO garante visibilidade na jornada do consumidor, mesmo que esta ocorra totalmente fora do site da marca.

“Garantir credibilidade dentro das ferramentas de IA se tornou um pré-requisito para a sobrevivência digital”, afirma Carvalho, reforçando a necessidade de otimização de conteúdo, monitoramento de fontes externas e diversificação de canais.

Fontes brasileiras mais citadas nos AIOs

Portais de notícias: UOL (45,38%) e Globo.com (28,82%) lideram em confiabilidade.

E-commerces: MercadoLivre (10,33%) supera Amazon (3,91%) e Shopee (2,91%) em citações transacionais.

Tópicos sensíveis (YMYL): Gov.br com 24,36% de ocorrência em pesquisas sobre governo, cidadania e sociedade.

Adoção de LLMs no Brasil

O estudo indica que o ChatGPT é a principal LLM utilizada no país, respondendo por 45% do tráfego de IAs, seguido por Deep Seek (18%), Gemini (12%), Perplexity (9%), Grok (8%) e Claude/Monica (7%).

Com a plataforma Monks.Flow, foi possível analisar 14 setores, revelando que domínios de conteúdo, sites de notícias e governamentais dominam a maioria das referências. Plataformas de serviços, e-commerces, mídias sociais e fóruns têm presença discreta (entre 1,82% e 2,25% das citações).

Insights para estratégias de GEO

Credibilidade: fontes seguras e confiáveis têm prioridade nas respostas geradas por IA.

Estrutura técnica: mais de 83% das URLs citadas em Educação e Finanças possuem dados estruturados.

E-E-A-T: presença de marcações de Organização (82%), Article (77%) e Person (49%-65%) é crucial.

Profundidade e escaneabilidade: conteúdos citados têm média de 236 a 270 frases, com clareza e fácil leitura (6-7 palavras por frase), preferencialmente entre 800 e 1.600 palavras.

Contexto e atualização: conteúdos interpretativos e atualizados são essenciais, especialmente em setores dinâmicos como esportes, entretenimento, eletrônicos e automotivo.

O levantamento mostra que marcas precisam adotar uma abordagem integrada, expandindo a visibilidade além do SEO tradicional, consolidando autoridade, estrutura e presença em múltiplos ecossistemas para se destacar na era da inteligência artificial.

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