E-commerce brasileiro projeta faturamento de R$ 234 bilhões para 2026 com avanço do setor alimentício
Crescimento de 10,5% nas vendas digitais em 2025 impulsiona a profissionalização de plataformas B2B e a adoção de estratégias omnichannel no mercado nacional
04.02.2026

O setor alimentício brasileiro registra uma transformação em suas estratégias comerciais com a expansão do comércio eletrônico.
**Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico **
(ABComm) indicam que as vendas online atingiram R$ 204,3 bilhões em 2025, com um total de 414,9 milhões de pedidos e um ticket médio de R$ 492,40. O volume de compradores no ambiente digital chegou a 91,3 milhões de pessoas. A evolução do canal digital tem permitido que indústrias alcancem mercados geograficamente dispersos, reduzindo a dependência exclusiva de distribuidores físicos em cidades menores e regiões do interior. Para 2026, a projeção é que o faturamento do setor ultrapasse a marca de R$ 234 bilhões.
Integração entre B2B e B2C
Uma das mudanças identificadas no mercado é a migração de práticas do varejo direto ao consumidor (B2C) para as plataformas de vendas entre empresas (B2B). De acordo com Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank, as plataformas voltadas para o setor corporativo estão adotando catálogos detalhados e processos de pedidos mais ágeis.
"As plataformas B2B estão cada vez mais adotando práticas do varejo B2C, como catálogos completos e condições comerciais personalizadas", afirma Roque.
Experiência do usuário e logística
No segmento B2C, o foco das operações está na fluidez da jornada de compra e na eficiência logística. A integração de meios de pagamento digitais e o uso de estratégias omnichannel — que conectam os canais físicos e digitais — são apontados como fatores fundamentais para a fidelização de clientes e para o aumento da competitividade das marcas.
Além de funcionar como ponto de venda, o e-commerce tem sido utilizado pelas empresas como ferramenta de análise de dados e monitoramento do comportamento de consumo. Esse movimento permite maior capacidade de adaptação e ganho de eficiência operacional para a indústria alimentícia em todo o território nacional.
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