Efeito Dominó: Como a quase Falência da Oi Ameaça Clientes, Tráfego Aéreo e Serviços Essenciais

Dois lançamentos brasileiros — o novo filme de Kleber Mendonça Filho e o drama histórico Cyclone — mostram a força do cinema nacional em narrativas autorais, interpretações potentes e direções que ampliam o olhar sobre política, memória e protagonismo feminino.

Efeito Dominó: Como a quase Falência da Oi Ameaça Clientes, Tráfego Aéreo e Serviços Essenciais

Nesta semana, a crise da Oi ganhou um novo capítulo: a falência da empresa chegou a ser decretada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas a decisão foi rapidamente suspensa pelo próprio Tribunal.

Ou seja, a operadora não está falida no momento, mas segue em um cenário extremamente delicado, marcado por disputas judiciais, dívidas bilionárias e risco operacional.

O ponto mais crítico e pouco debatido, é que, além dos tradicionais serviços de telefonia, a Oi ainda sustenta infraestruturas essenciais que impactam diretamente a população, órgãos públicos, a segurança do país e até o tráfego aéreo.

Por isso, mesmo com a suspensão da falência e o processo jurídico em andamento, a Justiça determinou que a companhia mantenha o funcionamento integral desses serviços durante toda a transição e eventual venda de ativos, evitando prejuízos ao país e interrupções em sistemas críticos.

Mas afinal, quais são esses serviços essenciais que a Oi ainda precisa sustentar?

Um deles é o projeto “Ebnet Fronteiras”, que conecta 66 pontos do Exército Brasileiro em 10 estados, garantindo comunicação segura até mesmo em áreas de fronteira.

Outro serviço vital é a telefonia em áreas remotas, responsável pelo funcionamento de orelhões e linhas fixas. Pode até parecer ultrapassado, afinal, muita gente não usa um orelhão há anos, mas essa estrutura garante o acesso básico à comunicação em comunidades rurais e isoladas.

Até mesmo o Cindacta, responsável por monitorar, controlar e defender o espaço aéreo do país, utilizava sistemas da Oi. Porém, desde o fim de outubro, a Justiça do Rio já havia homologado a transferência da operação da Força Aérea Brasileira para a operadora Claro.

E se você gosta de fazer aquela “fézinha”, vale lembrar: a Oi também mantinha a rede que conecta a Caixa e suas 13 mil lotéricas espalhadas pelo Brasil. É graças a essa infraestrutura que serviços como saques, depósitos, pagamentos e transferências acontecem em tempo real.

Se nada disso parecia motivo para preocupação, aqui vai o ponto crítico: serviços de emergência, como os números tridígito, 190 da Polícia, 192 do Samu e 193 dos Bombeiros, também dependem da rede da Oi.

Além disso, a empresa garante a interconexão entre operadoras, permitindo que ligações e dados circulem entre redes diferentes, como Vivo e Claro.

É realmente impressionante como uma empresa responsável por tantos serviços estratégicos chegou a esse ponto.

Que a transição aconteça com segurança e estabilidade. Porque, nessa área, até pequenos imprevistos já são grandes o bastante

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