Efeito Dominó: Como a quase Falência da Oi Ameaça Clientes, Tráfego Aéreo e Serviços Essenciais
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17.11.2025

Nesta semana, a crise da Oi ganhou um novo capítulo: a falência da empresa chegou a ser decretada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mas a decisão foi rapidamente suspensa pelo próprio Tribunal.
Ou seja, a operadora não está falida no momento, mas segue em um cenário extremamente delicado, marcado por disputas judiciais, dívidas bilionárias e risco operacional.
O ponto mais crítico e pouco debatido, é que, além dos tradicionais serviços de telefonia, a Oi ainda sustenta infraestruturas essenciais que impactam diretamente a população, órgãos públicos, a segurança do país e até o tráfego aéreo.
Por isso, mesmo com a suspensão da falência e o processo jurídico em andamento, a Justiça determinou que a companhia mantenha o funcionamento integral desses serviços durante toda a transição e eventual venda de ativos, evitando prejuízos ao país e interrupções em sistemas críticos.
Mas afinal, quais são esses serviços essenciais que a Oi ainda precisa sustentar?
Um deles é o projeto “Ebnet Fronteiras”, que conecta 66 pontos do Exército Brasileiro em 10 estados, garantindo comunicação segura até mesmo em áreas de fronteira.
Outro serviço vital é a telefonia em áreas remotas, responsável pelo funcionamento de orelhões e linhas fixas. Pode até parecer ultrapassado, afinal, muita gente não usa um orelhão há anos, mas essa estrutura garante o acesso básico à comunicação em comunidades rurais e isoladas.
Até mesmo o Cindacta, responsável por monitorar, controlar e defender o espaço aéreo do país, utilizava sistemas da Oi. Porém, desde o fim de outubro, a Justiça do Rio já havia homologado a transferência da operação da Força Aérea Brasileira para a operadora Claro.
E se você gosta de fazer aquela “fézinha”, vale lembrar: a Oi também mantinha a rede que conecta a Caixa e suas 13 mil lotéricas espalhadas pelo Brasil. É graças a essa infraestrutura que serviços como saques, depósitos, pagamentos e transferências acontecem em tempo real.
Se nada disso parecia motivo para preocupação, aqui vai o ponto crítico: serviços de emergência, como os números tridígito, 190 da Polícia, 192 do Samu e 193 dos Bombeiros, também dependem da rede da Oi.
Além disso, a empresa garante a interconexão entre operadoras, permitindo que ligações e dados circulem entre redes diferentes, como Vivo e Claro.
É realmente impressionante como uma empresa responsável por tantos serviços estratégicos chegou a esse ponto.
Que a transição aconteça com segurança e estabilidade. Porque, nessa área, até pequenos imprevistos já são grandes o bastante
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