Embedded Finance gera nova receita e eficiência no setor de franquias brasileiro

Tecnologia de finanças embarcadas consolida o volume transacional de redes franqueadas, barateia custos operacionais com adquirentes e otimiza a cobrança de royalties por meio de split de pagamento

Adnews

24.07.2026

Embedded Finance gera nova receita e eficiência no setor de franquias brasileiro

Após o mercado de franquias no Brasil alcançar R$ 301,7 bilhões em faturamento em 2025, com mais de 202 mil operações ativas, o setor passa a focar na eficiência das suas engrenagens financeiras. Em um cenário econômico no qual a Selic atingiu 14,25% ao ano em junho de 2026, o modelo de embedded finance (finanças embarcadas) ganha força ao projetar uma receita adicional de até R$ 24 bilhões em 2026, além de destravar R$ 83 bilhões em oferta de crédito para o varejo e serviços.

A tecnologia permite que redes de franquias centralizem a negociação de taxas de cartão, energia, seguros e serviços bancários que antes eram contratados de forma fragmentada por cada franqueado.

Split de Pagamento e Redução de Inadimplência

A integração do ecossistema financeiro via APIs traz vantagens para a rotina das franqueadoras e dos franqueados:

Cobrança Automática de Royalties: A implementação de mecanismos de split de pagamento automatiza a separação da fatia devida à franqueadora (historicamente entre 4% e 10% do faturamento), eliminando a dependência de boletos e reduzindo a inadimplência;

Economia de Escala na Adquirência: Pequenas unidades que faturam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por mês ganham poder de barganha de grandes corporações ao unificarem seu volume financeiro. No case da startup PlugZ, a consolidação de movimentações que somam R$ 617 milhões mensais reduziu as taxas de cartão de 3,80% para patamares a partir de 2,40%.

Visão dos Executivos

"Quando uma rede conhece o faturamento, a recorrência e o comportamento financeiro dos seus franqueados, ela tem um ativo que pode ser usado para gerar eficiência, reduzir custo e criar novas linhas de receita. O desafio é estruturar isso com governança e tecnologia, sem descaracterizar o negócio principal." — Letícia Moschioni, cofundadora e sócia da Finscale.

"Uma unidade franqueada que fatura entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por mês costuma ser tratada pelos bancos tradicionais como uma pequena empresa isolada, sem poder de barganha. Com o ganho de escala, a taxa de aquisição despenca. Um empreendedor que lucrava R$ 20 mil por mês pode passar a embolsar R$ 23 mil apenas ao somar pequenas economias em adquirência, energia e seguros negociados em bloco." — Antônio Castilho, CEO e fundador da PlugZ.

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