Empresas adotam estratégias híbridas de segurança e design de confiança; mensagens verificadas registram até 137% de ROI e 70% de leitura
Mensagens verificadas, identidade de remetentes e uso de IA elevam taxas de leitura, ROI e reposicionam canais como o e-mail no relacionamento com o público
06.01.2026

A confiança digital tornou-se um fator decisivo na comunicação entre marcas e consumidores. Dados da Sinch, empresa global de comunicação conversacional em nuvem, indicam que campanhas com mensagens verificadas alcançaram até 70% de taxa de leitura e retorno sobre investimento superior a 137%.
Em um cenário marcado pelo avanço de deepfakes, falsificação de voz e tentativas de fraude, remetentes verificados, identidade visual oficial e autenticação sem fricção passam a ser elementos centrais na construção da credibilidade. Conteúdos não verificados ou considerados irrelevantes tendem a ser filtrados antes mesmo de chegar ao usuário.
Diante desse contexto, empresas aceleram a adoção de estratégias que combinam identidade verificada, elementos visuais oficiais e biometria de voz para garantir autenticidade nas interações. “Não basta ser relevante — é preciso ser confiável. Segurança e verificação serão a nova base da relação entre consumidor e marca”, afirma Mario Marchetti, diretor-geral da Sinch para a América Latina.
A tendência aponta para modelos híbridos, que unem segurança invisível a sinais visíveis de autenticidade, criando experiências confiáveis sem comprometer a fluidez da comunicação.
E-mail se reposiciona com apoio da inteligência artificial
Apesar das previsões sobre seu declínio, o e-mail segue relevante e passa por uma transformação impulsionada pela inteligência artificial. As caixas de entrada inteligentes priorizam mensagens verificadas, contextuais e personalizadas, enquanto conteúdos genéricos ou pouco relevantes perdem visibilidade.
Segundo a pesquisa global The State of Customer Communications 2025, conduzida pela Sinch, 77% dos consumidores preferem o e-mail para receber mensagens promocionais, e 50% utilizam o canal para confirmações e atualizações de pedidos.
O modelo de engajamento, no entanto, muda. Campanhas de disparo em massa tendem a ceder espaço para comunicações orientadas por contexto e histórico de relacionamento. Dados do estudo mostram que 42% dos consumidores esperam promoções alinhadas às suas preferências e 29% desejam interações baseadas em seu histórico de compras.
Nesse novo cenário, o e-mail deixa de ser apenas um canal informativo e passa a funcionar como um espaço de diálogo contínuo, mediado por assistentes digitais
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