Empresas brasileiras levam à ONU debate sobre resultados concretos para os ODS

SDGs in Brazil 2026 reuniu executivos, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir métricas, governança, clima, IA e o papel do setor privado na Agenda 2030

Adnews

25.09.2026

Empresas brasileiras levam à ONU debate sobre resultados concretos para os ODS

Lideranças empresariais brasileiras participaram, em Nova York, do SDGs in Brazil 2026, encontro promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU para discutir o avanço da Agenda 2030 e a participação do setor privado na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Realizado na ECOSOC Chamber, na sede das Nações Unidas, durante a semana que antecedeu a Assembleia Geral da ONU, o encontro reuniu executivos, especialistas, diplomatas e representantes da sociedade civil.

Um dos principais eixos da programação foi a necessidade de transformar compromissos corporativos ligados à sustentabilidade em resultados verificáveis e mensuráveis, diante de novas regulações, demandas de investidores e maior cobrança por transparência.

Os debates passaram por temas como transição climática, governança corporativa, integridade, direitos humanos, inteligência artificial, segurança hídrica e investimentos de impacto.

ESG entra na fase da comprovação

A programação também discutiu os critérios utilizados pelo mercado para avaliar compromissos ESG e os impactos de riscos socioambientais sobre as estratégias empresariais.

Entre os assuntos estiveram o reposicionamento geopolítico e as oportunidades para o Brasil, os efeitos da escassez hídrica sobre os negócios e, pela primeira vez no evento, a influência do crime organizado nas cadeias produtivas. Este último debate foi conduzido por Eugênio Ricas, diretor do Escritório de Supervisão Interna da Interpol.

O encontro contou ainda com nomes como Solange Ribeiro, vice-presidente da Neoenergia; Renata Piazzon, CEO do Instituto Arapyaú; Erika George, da Boston University School of Law; e Calvin D. Lawrence, CEO da IntegrityFirst.AI.

Para Velma Gregório, fundadora e CEO da ÓGUI, a sustentabilidade corporativa entra em uma etapa na qual compromissos precisam ser acompanhados por evidências.

“Empresas, investidores e reguladores querem evidências. A agenda dos ODS precisa ser compreendida como um instrumento de gestão, geração de valor e resiliência dos negócios. Quem conseguir transformar propósito em resultado mensurável estará mais preparado para competir em uma economia cada vez mais orientada por riscos e oportunidades socioambientais”, afirma.

As discussões também apontaram governança, inovação, integridade e colaboração entre diferentes setores como elementos para ampliar a contribuição das empresas à Agenda 2030 nos próximos anos.

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