Especial “Mulheres em destaque”: Cláudia Campos e a Gestão do Marketing de Dados no Brasil
Presidente da ABEMD utiliza formação em neurociência e psicologia clínica para estruturar estratégias de relacionamento e expansão setorial no mercado publicitário
15.05.2026

Claudia Campos ocupa a presidência da ABEMD (Associação Brasileira de Marketing de Dados) fundamentando sua gestão na integração entre técnica publicitária, gestão de negócios e ciências do comportamento. Com trajetória que abrange a atuação em indústrias, agências e entidades de classe, a executiva concentra sua prática profissional na aplicação de neurociência e psicologia clínica para a resolução de desafios no ambiente corporativo e no marketing.
À frente da associação, o foco de seu trabalho reside no desenvolvimento e na expansão do ecossistema de marketing de dados no país. Sua atuação envolve a estruturação de planos operacionais e o estabelecimento de parcerias entre os diferentes elos da cadeia publicitária, visando o fortalecimento técnico do setor. A experiência acumulada em negociação e gestão de projetos é aplicada para viabilizar estratégias de planejamento que conectem os objetivos de negócio às demandas de comunicação contemporâneas.
O diferencial da abordagem de Claudia no mercado publicitário brasileiro é a análise da relação entre os processos industriais e o fator humano. Por meio de uma perspectiva estratégica e colaborativa, a profissional desenvolve métodos para aprimorar o relacionamento entre setores, utilizando o conhecimento científico sobre o funcionamento da mente humana para qualificar as métricas e os resultados do marketing.
Comprometida com a inovação setorial, Claudia lidera processos de transformação que buscam equilibrar o crescimento das indústrias com a integração de equipes e consumidores. Sua jornada profissional é pautada pela busca de soluções para a complexidade do mercado de dados, priorizando a eficácia operacional e o desenvolvimento sustentável das práticas de marketing no Brasil.
Em entrevista ao Adnews, Cláudia fala sobre a ascensão da mulher no mercado publicitário:
A publicidade brasileira começou com mulheres como rosto das campanhas. Hoje as mulheres lideram ecossistemas de mídia. O que essa transformação representa para você?
Cláudia: Essa transformação representa para mim a vitória da liderança empática sobre o estereótipo superficial: passamos de meros "rostos" das campanhas para arquitetas de ecossistemas inteiros de mídia e dados.
O que mudou foi o foco , de imagem passiva para estratégia ativa: hoje, unimos tecnologia, neurociência, psicologia, dados entre tantas outras fontes do saber para criar narrativas que impulsionam colaboração, inovação e culturas humanizadas. É uma ponte entre números frios e emoções quentes, provando que mulheres lideram transformando desafios em impacto coletivo.
No mercado de marketing de dados, como as mulheres estão se destacando? Quais são os desafios?
Cláudia: No marketing de dados, as mulheres se destacam pela fusão única de análise precisa com empatia humana, liderando inovações. Os desafios principais são a sobrecarga da dupla jornada: família mais carreira, a falta de capacitação em ferramentas como algoritmos e big data, a baixa representatividade em cargos técnicos (só 34% na tech, e menos ainda em diretorias) e a pressão por resultados em um mundo de automação. Apesar das limitações financeiras para investimentos digitais, crescemos 79% em influência nos últimos dois anos.
Qual será o próximo grande avanço das mulheres na publicidade brasileira nos próximos 10 anos?
**Cláudia: **O próximo grande avanço das mulheres na publicidade brasileira será liderança em "inovação inclusiva humanizada", com 60-70% dos cargos executivos femininos até 2036, moldando IA e dados com empatia. Números chave: De 40% em liderança atual para 65% projetados; campanhas autênticas dobram ROI; 41% das ascensões via mentoria entre mulheres.
Se pudesse deixar uma mensagem para as mulheres que desejam atuar em na sua área, qual seria?
Cláudia: Abracem a tríade mente, coração e estratégia: sejam a ponte entre dados frios e emoções quentes, como eu sou na ABEMD. Transformem números em narrativas que inspiram colaboração, negociem alinhando visões coletivas e coloquem o humano no centro da automação. Vocês são o prólogo de um futuro pulsante. Lidere com empatia, pois estratégias sem alma não movem o mundo.
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