Especial “Mulheres em Destaque”: Paola Giganti, A Estrategista que Conecta Marcas e Conteúdo

Com duas décadas de experiência em televisão e passagens pela McCann e por empresas como Coca-Cola, Kaiser e Philips, a profissional atua hoje como Head de Solutions na área comercial do SBT

Adnews

15.05.2026

Especial “Mulheres em Destaque”: Paola Giganti, A Estrategista que Conecta Marcas e Conteúdo
Paola Giganti

Paola Giganti construiu uma trajetória de mais de 20 anos no mercado de comunicação, com uma atuação que transita entre agências de publicidade, indústrias de bens de consumo e veículos de mídia. A profissional iniciou sua carreira na McCann, experiência que serviu de base para sua migração estratégica para o lado do anunciante. Nesse período, integrou os departamentos de marketing e negócios de multinacionais como Coca-Cola, Kaiser e Philips, onde desenvolveu competências voltadas ao posicionamento de marcas e análise de mercado.

Ao longo de duas décadas dedicadas ao setor de televisão, Paola especializou-se no desenvolvimento comercial e na estruturação de parcerias institucionais, abrangendo áreas como o licenciamento de marcas e a integração de produtos ao conteúdo editorial e de entretenimento. Atualmente, ocupa o cargo de Head de Solutions na área comercial do SBT, onde lidera a convergência entre os interesses das marcas e a viabilidade comercial de projetos de mídia. Sua prática foca na entrega de soluções de comunicação que conectam a indústria de consumo às plataformas de exibição, utilizando sua experiência multissetorial para viabilizar novas oportunidades de negócio na emissora.

Em entrevista para o Adnews, Paola fala sobre o papel da mulher no mercado publicitário brasileiro. Confira:

A publicidade brasileira começou com mulheres como rosto das campanhas. Hoje, mulheres ocupam posições de liderança na mídia. O que essa transformação representa para você?

Paola Giganti : Durante muito tempo, a mulher esteve presente na publicidade principalmente como imagem — e não só como rosto, mas muitas vezes como corpo. A estética feminina foi, por anos, um dos principais recursos de construção das campanhas. Hoje, quando vemos mulheres também ocupando posições de decisão, existe uma mudança importante de perspectiva. Passamos a participar não apenas da representação, mas também da construção das narrativas. Isso amplia o repertório e ajuda a trazer uma comunicação mais conectada com a realidade e com a diversidade das mulheres brasileiras. ** A presença feminina na presidência de uma grande emissora influencia a forma como a publicidade é pensada e negociada? De que maneira?**

Paola Giganti: Liderança sempre influencia cultura, e cultura influencia decisões. Quando uma mulher ocupa a presidência de uma grande emissora, como é o caso do SBT com a Daniela Abravanel Beyruti, isso naturalmente amplia o olhar sobre diversidade e representatividade. Não significa que a publicidade passa a ser pensada apenas sob uma ótica feminina, mas há uma maior sensibilidade para diferentes perspectivas. Isso acaba se refletindo tanto nos projetos que ganham espaço quanto na forma como as marcas são convidadas a dialogar com o nosso público.

Você percebe mudanças na representação das mulheres nas campanhas veiculadas na TV aberta nos últimos anos?

**Paola Giganti: **Sim, claramente. Hoje vemos mulheres sendo retratadas em papéis muito mais diversos do que no passado. Elas aparecem como profissionais, líderes, empreendedoras, atletas, mães — ou simplesmente como protagonistas das próprias histórias. Ainda existe um caminho a percorrer, mas a publicidade tem buscado refletir melhor a pluralidade das mulheres brasileiras.

Quais ainda são os principais desafios para que mais mulheres ocupem cargos estratégicos na mídia e na publicidade?

Paola Giganti : O desafio muitas vezes não está apenas na entrada, mas na permanência e no crescimento ao longo da carreira. Muitas mulheres começam suas trajetórias em número semelhante aos homens, mas encontram mais obstáculos ao chegar às posições de decisão. Criar ambientes que favoreçam trajetórias sustentáveis, com mais oportunidades e redes de apoio, ainda é um passo importante para que essa presença feminina se amplie nos cargos estratégicos.

Que papel a televisão pode desempenhar na construção de narrativas mais diversas e menos estereotipadas sobre a mulher brasileira?

Paola Giganti: A televisão aberta tem um alcance enorme e conversa com públicos muito diversos. Por isso, ela tem um papel relevante na construção de imaginários coletivos.

Quando a TV mostra mulheres em diferentes papéis, idades, histórias e contextos, ela ajuda a ampliar referências e possibilidades de identificação. Mais do que quebrar estereótipos, a televisão pode contribuir também inspirando as mulheres brasileiras.

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