Estudo da Verisure revela que insegurança impacta a saúde emocional de 70% das brasileiras
Levantamento aponta que o medo de furtos e violência gera sintomas como estresse constante, cansaço mental e distúrbios do sono, levando as mulheres a buscarem estratégias de autoproteção e tecnologia de monitoramento
09.03.2026

A sensação de vulnerabilidade diante da violência urbana deixou de ser uma preocupação situacional para se tornar um fator determinante na saúde pública do Brasil em 2026. Um estudo recente da Verisure revela que a insegurança molda não apenas os trajetos e horários, mas o estado psicológico das mulheres: 7 em cada 10 brasileiras vivem em estado de alerta frequente ou sofrem de ansiedade devido ao medo de crimes.
O levantamento, que ouviu 300 mulheres em diversos estados, traça um diagnóstico preocupante sobre como o ambiente externo compromete o bem-estar privado.
O Custo Emocional da Insegurança A percepção de risco contínuo manifesta-se em sintomas físicos e mentais severos entre as entrevistadas:
Estresse Constante: Relatado por 66,4% das mulheres.
Cansaço Mental: Identificado por 47,9%, reflexo do esforço cognitivo de monitorar ameaças o tempo todo.
Privação de Sono: 34,9% enfrentam dificuldades para dormir, muitas vezes reagindo a barulhos suspeitos ou movimentos externos.
Medos Específicos e Diferença de Gênero Os dados da Verisure corroboram uma pesquisa anterior do Instituto Ipsos, que colocou o crime e a violência como a maior preocupação nacional hoje. Contudo, o impacto é desproporcional entre os gêneros:
Invasão de Residência: É uma preocupação para 64,7% das mulheres, contra 58,1% dos homens.
Roubos e Furtos: Temidos constantemente por 70,5% das entrevistadas.
Violência Física: Citada por 64,7% como um dos principais receios no cotidiano.
A Tecnologia como Redutor de Ansiedade Diante de um cenário de vulnerabilidade, a busca por controle sobre o próprio ambiente tem crescido. A segurança eletrônica surge não apenas como barreira física, mas como ferramenta de "paz de espírito":
Adoção: 47,2% das respondentes já utilizam sistemas como câmeras, alarmes e sensores.
Intenção: Outras 32,5% consideram investir nessas soluções para mitigar a sensação de alerta constante.
O estudo reforça que a segurança residencial e pessoal tornou-se um pilar da qualidade de vida, sendo vista como uma das poucas estratégias eficazes para reduzir o impacto emocional da violência urbana no dia a dia feminino.
INBOX
Aprenda algo novo todos os dias.
Assine gratuitamente as newsletters da Adnews.