Estudo revela oportunidade anual de US$ 11,28 milhões para indústrias de energia
Levantamento global revela perdas milionárias com ineficiências e defende automação aberta e definida por software como saída competitiva
08.12.2025

Sistemas industriais fechados estão corroendo a competitividade das empresas de médio porte, comprometendo em média 7,5% da receita anual, segundo a nova pesquisa global “Aberto vs. Fechado: a questão dos US$ 11,28 milhões para líderes industriais”, divulgada pela Schneider Electric. Conduzido pela consultoria Omdia, o estudo revela que ineficiências, tempo de inatividade, custos de conformidade e integrações complexas formam um conjunto de “penalidades ocultas” que se acumulam ao longo dos anos.
Para grandes empresas, o impacto médio chega a US$ 45,18 milhões por ano. Entre fabricantes menores, os prejuízos relativos podem ser ainda mais severos, alcançando até 25% da receita.
Infraestrutura rígida, múltiplas plataformas e dependência técnica
O levantamento aponta que 77% dos sistemas dependem de atualizações físicas, encarecendo processos rotineiros e desacelerando a resposta a demandas de produção. A maioria das organizações opera entre duas e dez plataformas diferentes — 29% têm mais de dez — cada uma com requisitos próprios de manutenção.
Esse ambiente fragmentado alimenta uma forte dependência de fornecedores: 30% dos incidentes exigem suporte especializado, o que pressiona equipes já afetadas por escassez de mão de obra técnica. Sistemas fechados também limitam o acesso a dados, comprometendo a visibilidade operacional e inviabilizando análises em tempo real.
Onde estão os maiores custos anuais
A pesquisa identifica quatro frentes críticas que somam perdas milionárias:
US$ 6,1 milhões — queda de agilidade e resiliência, com modificações físicas que podem custar entre US$ 25 mil e US$ 250 mil por hora;
US$ 2,28 milhões — ineficiência operacional e tempo de inatividade, agravados pela multiplicidade de plataformas;
US$ 1,2 milhão — falhas de qualidade e manutenção cara de dados, já que apenas 28% das empresas têm insights em tempo real;
US$ 1,7 milhão — custos de sustentabilidade e conformidade, impulsionados por adaptações frequentes de hardware.
Caminho aberto: software desacoplado e flexibilidade
A Schneider Electric defende que a modernização passa por automação aberta e definida por software, capaz de desacoplar software e hardware para tornar operações mais flexíveis, integráveis e previsíveis. A abordagem possibilita decisões mais rápidas, produção de pequenos lotes com eficiência e maior controle sobre dados e custos.
Segundo Gwenaëlle Avice Huet, vice-presidente executiva de Industrial Automation da Schneider Electric, “os sistemas industriais precisam se adaptar tão rápido quanto seus mercados”. Ela destaca que empresas menores têm potencial de retorno proporcionalmente maior ao migrar para esse modelo, ampliando capacidade inovadora e competitividade.
Clientes da companhia já adotam testes em ativos e projetos-piloto que, posteriormente, evoluem para implementações completas. Os resultados incluem maior transparência de custos, controle de qualidade aprimorado e aproveitamento de investimentos existentes.
Urgência estratégica
Anna Ahrens, principal analista da Omdia, alerta que cada trimestre de atraso na transformação representa mais de US$ 1 milhão em valor perdido. Em cenário de ciclos menores de produto, cadeias fragmentadas e déficit de talentos, ela afirma, “agilidade e flexibilidade não são opcionais — são questão de sobrevivência”.
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